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Promotoria de Direitos Humanos arquiva denúncia sobre apagão no concurso da Alems

Candidatos alegam que foram prejudicados durante a aplicação do concurso
Dândara Genelhú -
alems concurso
Palácio Guaicurus, sede da Assembleia Legislativa de MS. (Wagner Guimarães/Alems)

A Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos da Comarca de manteve arquivada a notícia de fato para investigar o apagão durante as provas do concurso da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Candidatos denunciaram a situação ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Em 2 de junho, o promotor de Justiça Paulo César Zeni manteve o arquivamento da denúncia, realizado em 12 de maio. “A manutenção do arquivamento não representa desconsideração da relevância dos fatos narrados, nem juízo de improcedência das alegações formuladas pelos candidatos”, disse na decisão.

Assim, disse que “significa apenas reconhecer que a tutela pretendida reclama análise individualizada das situações concretas, devendo eventual pretensão ser deduzida por meio das vias processuais adequadas”.

Denúncia

Cerca de 19 pessoas denunciaram o apagão durante a aplicação da prova objetiva do 2º concurso público para provimento de cargos efetivos e cadastro reserva do quadro da Assembleia de MS. Os candidatos que sofreram com a situação prestavam o concurso no IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul).

“A maior parte do tempo prestaram o concurso no escuro e sem ventilação, devido à queda de energia”, disse a denúncia.

Além disso, os candidatos do concurso da Alems abriram um abaixo-assinado cobrando reaplicação de provas feitas no escuro.

No dia em que foi criado, o documento já reunia o apoio de mais de 70 pessoas. As avaliações foram aplicadas em 29 de março e a previsão era de 80 vagas, com remuneração de até R$ 8 mil. 

Concurso será continuado

A banca organizadora do concurso da Alems teria recusado todos os recursos dos candidatos que prestaram provas no IFMS e foram prejudicados pelo apagão no período vespertino. A FCC (Fundação Carlos Chagas) enviou as respostas em 28 de abril.

A resposta chegou aos denunciantes cerca de um mês após o início do prazo dos recursos. A negação aconteceu no mesmo dia em que foi liberado o resultado preliminar da avaliação objetiva.

Os candidatos prejudicados abriram um abaixo-assinado pedindo a reaplicação da prova. Cerca de 600 já assinaram o documento. Reportagem do Midiamax mostrou que os concurseiros apresentaram diferentes dificuldades devido à falta de luz, desde nervosismo pela condição precária até a baixa visão para os candidatos que usam óculos. 

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(Revisão: Nichole Munaro)

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