
Neste cenário, estão as aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, agora envoltas na modalidade de etnoturismo, com uma imersão que promove a valorização da nossa cultura e do estilo de vida das comunidades tradicionais, incluindo não só os indígenas, mas também os quilombolas.
Sendo assim, fica o questionamento: como seria a viagem perfeita, um novo destino que se transforma em ato de escuta, respeito e preservação cultural? Qual lugar nos conecta ao passado e nos inspira a cuidar do presente? A terra indígena é justamente esse território — demarcado e protegido por lei —, garantindo habitação, atividades produtivas e a preservação cultural dos povos originários.

Aliás, desde a Constituição Federal de 1988, a terra indígena pertence à União. No entanto, os indígenas têm direito à posse permanente e ao usufruto exclusivo de suas riquezas naturais. Nestes locais, ainda é feito o roçado tradicional, com a mandioca sendo um dos principais cultivos, além de milho, feijão e abóbora.
Ao mesmo tempo, ocorre a coleta de frutos e óleos, produção de mel, pesca e pecuária, e, é claro, o artesanato, com vasos, potes e cestos trançados com grafismos específicos de cada povo, colares e brincos que usam sementes e artefatos culturais, além da confecção de arcos, flechas, remos, máscaras e chocalhos.
Do etnodesenvolvimento ao etnoturismo
Conforme especialistas, na década de 80, a produção agrícola e artesanal ganhou força, e o incentivo veio por meio do chamado etnodesenvolvimento. A inserção produtiva então se dividiu em algumas frentes, como a autonomia financeira, a preservação das técnicas ancestrais, o reforço da identidade étnica e as práticas de manejo sustentável.
Todo este processo se estendeu ao longo de uma década, em uma espécie de transição para o “etnoturismo moderno”. Desde então, o movimento pioneiro teve a geração de renda como foco, tudo sem perder a identidade e os saberes ancestrais. No entanto, foi nos anos 2000 que a economia passou a se fazer presente de forma mais estruturada, fazendo a agricultura, o extrativismo e o artesanato serem tratados como um negócio.
Em meio a todo este processo e à rica diversidade de manifestações tradicionais, que incluem línguas ancestrais, rituais sagrados, artesanato único e uma profunda relação de respeito e harmonia com a natureza, chega o Empretec (junção das palavras empreendedorismo e tecnologia), tanto nas aldeias indígenas como nas comunidades quilombolas de Mato Grosso do Sul.


O programa foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e é aplicado em cerca de 40 países, sendo uma exclusividade do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul) no Brasil. Neste caso mais específico, é chamado de “Empretec indígena”.
De acordo com os analistas envolvidos neste trabalho e que conversaram com o Midiamax, foram cerca de 11 meses atuando no Empretec Indígena, com muitos cursos e um período intenso de desenvolvimento tanto da região quanto o turismo, com a intenção de manter esse aparato, com comportamentos e ferramentas de um empreendedor, dando às pessoas a capacidade de criar as suas empresas ou trazendo a atitude de dono do negócio, o que faz a diferença no dia a dia, principalmente no etnoturismo.
Nioaque: 1ª comunidade quilombola de MS a ter um trabalho diferenciado
O município de Nioaque, a 184 km de Campo Grande, foi a primeira comunidade quilombola do Estado a ter um trabalho diferenciado, mostrando que o desenvolvimento de uma cidade se dá com grandes empresas, mas a pequena é aquela que distribui e empodera pessoas para montar o próprio negócio, fazendo o dinheiro circular de forma escalável.
“O Empretec, para dentro das comunidades e territórios, surgiu de uma demanda, ouvindo as comunidades, primeiro as comunidades indígenas, e ali nós entendemos as suas especificidades, como para os quilombos; então, nós resolvemos fazer o Empretec nos quilombos, pensando no empoderamento da comunidade e ouvindo os territórios, alinhado com o governador Eduardo Riedel, o que também vem ao encontro da necessidade local, já que estas políticas públicas precisam atender a comunidade”, ressaltou Viviane Luiza, antiga titular da SEC (Secretária de Estado da Cidadania) em Mato Grosso do Sul.
Neste sentido, a Secretaria ouviu integrantes da comunidade e se uniu a instituições. “A intenção foi fortalecer a comunidade, todas as questões deles, e fazê-los sentir que podem fazer a diferença através do coletivo. Assim, fortalecemos a cidadania e sociedade”, argumentou Viviane.
Com o pontapé inicial, tanto indígenas quanto quilombolas passaram a ter o comportamento empreendedor. Agora, ainda conforme os analistas, a intenção é continuar assessorando todos aqueles que desejarem montar o próprio negócio.




“Sou o mentor dessa história bonita que está acontecendo com os povos originários e foi um grande desafio. Foi surpreendente, foram os melhores resultados. Fizemos um trabalho com 32 mulheres Ofaié e pessoas com deficiências físicas e que não sabiam nem ler, nem escrever; porém, foram os maiores resultados que já vi na minha vida em relação à metodologia do Empretec. Aliás, é daí que houve o despertar e entendemos que era possível, junto da Secretaria de Cidadania, fazer este trabalho surpreendente com cada comunidade”, avaliou o consultor de turismo e especialista em turismo de base comunitária do Sebrae, Sidnei Varanis.
Empolgado com o resultado, Varanis fala que já espera a próxima edição do Empretec, em Mato Grosso do Sul. “Toda vez que a gente conclui a metodologia com uma turma, automaticamente, já é feito um novo pedido para que possa fazer outra turma, na mesma comunidade, incluindo a participação de formadores de opinião e professores. Eles são a base no caso, aqueles que fazem o empreendedorismo continuar fazendo parte do dia a dia destas pessoas, garantindo a interdependência e os fazendo sentir cada vez mais capazes. Ao invés de funcionários, acabam sendo empregadores, é muito bacana”, opina o consultor.
Comportamento empreendedor: do planejamento às dificuldades

De modo geral, os analistas explicam que o Empretec ensina comportamentos empreendedores, como planejar, estabelecer metas, ser mais eficiente, melhorar a qualidade do seu produto, utilizar a rede de contato que possui, como saber persuadir melhor as pessoas, como ser mais comprometido, não desistir diante das dificuldades e mostrar comportamentos de como fazer e soltá-los na rua. A partir disso, experimentam e, ao experimentar, vêm os resultados.
Um dos integrantes de uma das comunidades de Nioque, Claudinei Marcondes, de 35 anos, ressaltou que o trabalho, em conjunto, mostrou-se infinitamente maior para indígenas, quilombolas e outras etnias. “É uma força maior para todos conseguirem as coisas sozinhas, então, a metodologia mostra a sinergia que deve existir para conseguirem resultados muito maiores”, avaliou.
Antes do Empretec Indígena, Claudinei explicou que trabalhava com artesanato e crochê, mas “descobriu outras possibilidades”. “Estamos vendendo açaí, que é algo que tem no mercado, só que a nossa inovação ocorreu por meio da escolha de novas frutas, as quais temos ao nosso redor e que ninguém utilizava. Uma delas é o abacaxi e deu super certo. Então, foi algo extraordinário, que abriu a nossa mente, a nossa visão de empreendedorismo“, argumentou.




Desde o início, Marcontes explica que foi necessário colocar tudo no caderno. “Este foi o primeiro planejamento e depois pensamos na inovação, quando alguém sugeriu o abacaxi, e aí começamos os experimentos, entendendo que ia dar certo. Primeiro, começamos a lucrar na nossa região, onde apenas vendemos o abacaxi, a fruta in natura. Depois veio a novidade. Queremos expandir para mais pontos na cidade e até em outras regiões”, comentou Claudinei.
Corajosa e animada, Claudinei pontua que o Programa trouxe desenvolvimento para a comunidade e “melhorou a visão” de todos que participaram. Assim como a empreendedora, Vitor Moura Ximenes, de 31 anos, colocou os conhecimentos em prática e disse que o aprendizado foi bom não só para ele, mas para toda a comunidade quilombola.
“Nós também trabalhamos com a agricultura familiar aqui em Nioaque. No meu caso, ainda participo de um curso mensal sobre técnica de vendas e lá aprendi muito sobre planejamento e metas. Aprendi também a olhar as oportunidades ao redor e agora participo de uma feira mensal dentro das comunidades, que reúne empreendedores de Maracaju, além da própria cidade. Tem artesanato, venda de abobrinha, melancia, mandioca e outros produtos”, explicou Ximenes.
Ao encerrar sua fala, Vitor argumenta que o Empretec Indígena foi uma oportunidade que seus avós não tiveram, por exemplo. “Todo mundo repete e é bem isso mesmo: abriu nossa visão. E é uma grande oportunidade de poder colocar em prática uma nova vida para a comunidade, novos ares mesmo”, encerrou.
Próxima etapa: produtos nas gôndolas de supermercados


Ainda segundo os consultores, a próxima etapa é ver os produtos destes empreendedores em gôndolas de supermercados, aumentando o público consumidor e também a quantidade de visitantes no município interessados em conhecer as origens dos produtos.
“Estão sendo feitas várias estratégias para trazer este público. Eles são os grandes protagonistas e não nós, os consultores, que estamos apenas mediando este trabalho. Nós criamos um plano de negócio em que foi trabalhada a precificação de todas as atividades, e hoje eles sabem exatamente quanto custa um prato de comida que será servido aos visitantes e quanto vai sobrar para cada família”, pontuou.
Atuando em linha semelhante, o Sebrae já aplica o empreendedorismo desde 2021, passando por aldeias indígenas de Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Rondônia e Roraima, chegando agora a Mato Grosso do Sul. “É uma missão desenvolver este trabalho em vários estados do Brasil. O turismo de base comunitária é o turismo do momento e uma grande oportunidade para todas as comunidades tradicionais, claro, de forma organizada, para que possam realmente ganhar dinheiro com isso”, argumentou Varanis.
No Estado, o consultor ressalta que encontrou muita organização nas comunidades, citando as etnias Terena e Atikum (originalmente do Pernambuco). “Eles concretizaram o plano em 11 meses, vi uma organização muito grande, inclusive, senti firmeza de que estão prontos. É algo que demoraria de dois a três anos, mas encontramos aqui em Mato Grosso do Sul um terreno fértil, pessoas capacitadas para rapidamente assumir tudo em menos tempo, é mérito deles”, disse Sidnei Varanis.
Simbolismo do ‘Casamento Terena’

Além da alimentação, trilhas, aulas de grafismo e outros, um dos serviços mais inéditos oferecidos aos viajantes será o “Casamento Terena”.
“Acredito que este é o mais rico de todos e que me tocou particularmente, pelo simbolismo. Todas as comunidades têm as suas vivências, seus produtos, mas um diferencial na Aldeia Brejão é o casamento Terena. É algo que tinham parado, com o casamento tradicional deles mesmo, há muitos anos, e em uma das reuniões surgiu esta questão de retomar e trazer ao visitante, e a esposa vir com o marido e renovar os votos em Terena”, explicou Varanis.
Desde então, houve o início de um estudo para levantar como era a cerimônia no passado, envolvendo os anciãos em diversas reuniões. “A intenção é fazer este lançamento agora em 2026, inclusive já com a confirmação de muitos casais terenas, os quais pretendem renovar os votos”, pontuou o analista.
Grafismo, gastronomia e tradições






O estudante e artista indígena Ivan Dias Cabrocha, de 16 anos, nasceu e cresceu na Aldeia Brejão. Ele diz estar achando ótima a novidade de receber turistas na comunidade e que será um ganho muito grande para a cultura na região. “Já estou ansioso, à espera deles [turistas]”, comentou.
Vilma Marques Miranda, de 59 anos, é a primeira mulher cacique da Aldeia Água Branca, localizada na Terra Indígena Nioaque. A comunidade, inclusive, já se destaca por oferecer projetos de etnoturismo com experiências culturais autênticas. No seu caso, Vilma mantém uma loja de roupas e artesanato, além de fazer um espeto de coração, bem conhecido na região, e o palmito, uma cultura antiga na sua família.
“Nós entendemos que agora Nioaque entrou no mapa de Mato Grosso do Sul, com o primeiro programa de turismo estruturado, com um plano de desenvolvimento e que está transformando a realidade do nosso trabalho. Estou muito feliz e segura. Este trabalho, vejo que, lá na frente, continuará garantindo autonomia financeira. E o mais legal é que o Empretec mostrou as dificuldades que o empreendedorismo vai enfrentar em toda a sua existência, mas mantendo as suas raízes e casando isso com o desenvolvimento local, então, é um projeto que gostei bastante”, opinou ao Midiamax.


Assim como a Vilma, Sérgio Terena, que nasceu, cresceu na região e atua como parlamentar, ressaltou que o turismo de base comunitária é o que faz com que as pessoas cresçam e sejam ativas dentro de sua comunidade. “Vejo que o projeto de etnoturismo nos faz voltar à nossa história e eu, por ser indígena e morador daqui, me emociono ao ver a entrega desta ferramenta, que vai ficar para nossa história, com tudo o que os nossos ancestrais construíram e deixaram”, afirmou.
Silvana da Silva Dias, de 37 anos, é moradora da comunidade Brejão desde que nasceu. No entanto, passou um tempo fora para estudar e se formou como tecnóloga agrícola. “Agora, recentemente, retornei, voltei às minhas raízes. Sempre gostei do campo, Cerrado, e agora o Empretec abriu a minha visão. Estou trabalhando com os frutos do Cerrado, fiz a farinha da bocaiúva, criei até o pudim com ela, são todos produtos que a gente retira do Cerrado. E aí eu aprendi a planejar, precificar, entendendo que o planejamento é essencial”, disse.
‘Praticava o empreendedorismo sem saber’, explica indígena
A técnologa comentou ainda que, antes, “praticava o empreendedorismo sem saber”. “Só que agora veio esta oportunidade de planejar e se profissionalizar. E todo mundo ajuda nessa. Sou recém-casada, tenho filho pequeno, mas o meu marido ajuda quando não está trabalhando, aos feriados também. Ele é venezuelano, mas gosta, faz parte das tradições e ajuda a oferecer a farinha de macaúba na cidade, tanto como cereal para fazer vitamina quanto para enriquecer a massa do bolo e fazer até sorvetes e picolés”, explicou.
Com sangue de origem pernambucana, Nalva Atikum conta que os pais, da etnia Atikum, chegaram há mais de 40 anos a Mato Grosso do Sul. Hoje, representando o seu povo, é ela uma das pessoas que apresentará sua cultura aos turistas, incluindo a degustação de um jantar típico de mucunzá (ou mungunzá), que é uma raiz indígena cuja preparação é salgada e feita com grãos de milho amarelo cozidos.

“As pessoas podem participar da coleta, do feitio do molho, além de provar o nosso baião de dois, o cuzcuz, tudo enquanto conhecem a cultura viva, o artesanato, a língua e as danças, finalizando com um forró pé de serra, com o grupo ‘Balanço Nordestino’, com meus irmãos. Então, é uma programação sensacional e convido a todos a conhecerem”, disse.
Na Aldeia Cabeceira, por exemplo, além da vivência, o etnoturismo oferece um percurso que inicia no salão comunitário, com grafismo, apresentações e contação de histórias pelo ancião Nélio Marques, filho de Leôncio Marques, fundador e nomeador da Aldeia Cabeceira, a segunda família mais antiga do território. Neste caso, os turistas ainda podem ter algumas aulas de idiomas, trilhas para visitar o rio próximo, apreciação da paisagem, além de aulas de arco e flecha.
Ao cair do dia, o centro comunitário é o espaço onde os turistas novamente se encontram, para se direcionarem até o restaurante da Dona Sabrina, onde descobrirão os “sabores Terena”, incluindo uma pizza enriquecida com farinha de jatobá, urucum e licor de pequi. Nesses passeios, ainda é possível contemplar os pássaros, sendo essa uma das atividades mais procuradas no momento.
Conhecimento passado de geração em geração

Desta forma, com o conhecimento passado de geração em geração, é que os turistas entendem que o protagonismo é de quem vive a cultura e tem acesso a esta vivência, para nunca mais esquecer. E neste processo, há também quem renasça aos 70 anos. É o caso da Maria Madalena da Silva, que usou a expressão “estou renascendo”, ao falar do Empretec Indígena.
“Fui participar e, quando vi, já estava viajando e, agora, participando das feiras, porque sempre trabalhei com artesanato, cestaria na palha de milho e outros trabalhos artesanais também. Fora isso, eu também faço pão caseiro, doce de caju, produtos que vendo no dia a dia para sobreviver. Gosto de fazer, de vender, sou muito grata a Deus e faço isso desde que comecei a ter filhos. Antes, minha renda era como merendeira e lá que aprendi estas coisas. E também nunca deixei de fazer artesanato, sempre gostei”, contou.
Maria diz que, ao todo, possui oito filhos espalhados pelo Brasil e convive diariamente apenas com o marido. “Ele ficou em casa, mas geralmente a gente faz tudo junto. Logo cedo já tem gente batendo lá em casa, pedindo o pão. E eu levanto cedo, faço um chimarrão e já começo a assar os pães. Tanto eu como ele estamos vendo que o momento é importante, receber turistas aqui“, comentou.
Nilda Vicente Pereia, de 72 anos, é outra indígena que mora na Aldeia Brejão desde a infância. “Gosto daqui desde sempre, posso dizer que vivo em um paraíso. Aqui faço artesanato, colar, brinco, mandala, tudo feito com fibra de taboa que busco no açude. Acho que sou uma artista há mais de 30 anos. Faço um tratamento todo especial, para durar bastante e, com esta qualificação [Empretec], está sendo uma nova descoberta. Vejo mais alegria, vejo gente aprendendo, é um ganho e ainda estamos valorizando a saúde e fazendo uma terapia ao mesmo tempo”, finalizou.
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Na ocasião, dados apresentados durante o evento mostram que o Brasil reúne cerca de 391 etnias indígenas e 7.666 comunidades quilombolas em diferentes regiões do país, evidenciando a diversidade cultural e histórica presente nesses territórios. Durante os debates, também foi destacado o papel do turismo como ferramenta para fortalecer a autonomia das comunidades, preservar tradições, costumes, conhecimentos ancestrais e modos de vida, além de impulsionar a economia local de maneira sustentável.
Ao falar sobre o assunto, o analista técnico do Sebrae-MS, Télcio Barboza, avaliou que existe uma demanda crescente no mercado por experiências autênticas, em que o turismo de base comunitária tem a capacidade de atender a essa demanda.
“O etnoturismo tem um potencial muito grande de gerar renda e oportunidades para as comunidades tradicionais, valorizando seus saberes, sua cultura e seus modos de vida. O desafio é fazer isso de forma organizada e respeitosa, sem descaracterizar a identidade dessas comunidades, porque justamente essa autenticidade é o grande diferencial competitivo desse segmento”, destacou o analista.
Confira a entrevista exclusiva ao Jornal Midiamax sobre o etnoturismo:
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(Revisão: Nichole Munaro)










