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Discord diz que desativou servidor usado por grupo que induziu morte de adolescente em MS

Plataforma afirma que já havia retirado servidor do grupo do ar, mas não cedeu mais informações
Gabriel Diniz -
ANDP instaura processo de fiscalização contra Discord
Aplicativo Discord. (Foto: Bloomberg)

O Discord afirma ter identificado e desativado um servidor privado em que integrantes incentivavam a automutilação de uma jovem antes da morte da mesma, no dia 22 de julho.

À Folha de , a plataforma trouxe a informação como resposta à iniciativa do governo federal que pediu, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), esclarecimento sobre a atuação da empresa no caso. O governo também cobrou medidas para proteger usuários com menos de 18 anos.

Segundo o Discord, o servidor era apenas acessível mediante convite e não era buscável por outros usuários. A empresa ainda afirma que investigou e apagou o grupo com antecedência.

Apesar disso, a empresa não forneceu mais detalhes sobre quando identificou o servidor, quantos usuários faziam pate ou que medidas foram tomadas. Ela ainda disse que não tolera grupos que promovam violência e tem diálogo contínuo com autoridades brasileiras como o Ministério da Justiça.

A plataforma assegura também que já atuou na identificação de grupos envolvidos em atividades violentas e fez denúncias, além de cooperar com autoridades brasileiras em operações que resultaram em prisões.

Discord e AGU

Em acordo prévio, o Discord precisa apresentar, até o final desta semana, um plano completo de procedimentos, medidas e mecanismos destinados a corrigir as falhas identificadas e assegurar o cumprimento das obrigações legais de proteção.

Relembre:

Após analisar as medidas apresentadas, a AGU avaliará a possibilidade de andamento na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), adequando a plataforma às exigências da legislação brasileira.

A tentativa de resolução consensual, todavia, não tira a possibilidade de medidas judiciais cabíveis serem tomadas. Caso a plataforma não adote medidas consideradas suficientes para agir em prol da legislação, a AGU tomará medidas pertinentes, incluindo um eventual ajuizamento de ação civil pública que proteja os direitos da criança e do adolescente.

O Discord afirma que segue colaborando com as autoridades brasileiras. “Temos o compromisso com a segurança dos nossos usuários e contamos com equipes dedicadas a desarticular esses grupos, remover conteúdos que violem nossas políticas e tomar medidas contra os responsáveis por essas condutas”, disse.

*Com informações da Folha de São Paulo

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