A recuperação de 870 quilômetros de pavimento da Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul, iniciou com seis frentes de trabalho distribuídas em trechos das BR-262, BR-267 e das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395. A empresa concessionária Caminhos da Celulose orienta que os motoristas fiquem atentos e respeitem as sinalizações.
Na última quarta-feira (5), deputados estaduais denunciaram a falta de manutenção básica, como roçada e tapa-buracos, em trechos da Rota da Celulose. O parlamentar Pedro Arlei Caravina (PSDB) classificou como “intrafegável” a BR-267 em Mato Grosso do Sul.
Além disso, reportagem do Midiamax publicada em julho mostrou a situação precária de alguns trechos da BR-262 entre Campo Grande e Três Lagoas, também sob administração da Caminhos da Celulose desde fevereiro de 2026.
A empresa concessionária informou que os trabalhos de recuperação das rodovias iniciaram em 31 de julho. Os serviços incluem fresagem e recomposição do pavimento, aplicação de micropavimento e tapa-buracos. Seis empresas foram contratadas para a execução dos trabalhos, responsáveis pela recuperação dos respectivos trechos de atuação.
A qualidade do pavimento é acompanhada por empresas especializadas em supervisão e gerenciamento, com ensaios tecnológicos e laboratórios especializados em pavimentação. A expectativa é de que a recuperação reduza irregularidades na pista.
Durante a execução dos serviços, os motoristas poderão encontrar operações de “pare e siga”, desvios ou interdições temporárias, conforme a necessidade de cada frente de trabalho. O tráfego será gerenciado com sinalização e dispositivos operacionais adequados para garantir a segurança de usuários e trabalhadores.
Bases de atendimento aos usuários
Além disso, foi iniciada a construção de 13 unidades de SAU (Serviços de Atendimento ao Usuário) para oferecer apoio aos usuários. A previsão é de que a implantação seja concluída até o fim de 2027.
A operação dos serviços aos usuários terá início em outubro deste ano, com a disponibilização de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato de concessão.
As unidades serão distribuídas pela BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338 e funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, como pontos de apoio aos motoristas e bases das equipes operacionais.
As unidades contarão com sanitários masculinos e femininos, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos de recarga para veículos elétricos. As estruturas também abrigarão ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e demais equipamentos utilizados no atendimento às ocorrências.
As bases, integradas ao CCO (Centro de Controle Operacional), contribuirão para reduzir o tempo de resposta em acidentes, panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras ocorrências, ampliando a capacidade de atendimento ao longo dos 870 quilômetros concedidos.
As obras incluem serviços de terraplenagem, compactação de solo e preparação das áreas que receberão as estruturas. Entre os locais em execução, estão as unidades da MS-040, em Santa Rita do Pardo, e da MS-338.
Rota da Celulose
O plano da Rota da Celulose prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos, sendo R$ 6,9 bilhões em capex e R$ 3,2 bilhões para despesas operacionais ao longo de 30 anos de contrato.
Foram concedidos 870,3 quilômetros da Rota da Celulose, que ganhou esse nome por ser formada por rodovias importantes para a cadeia produtiva da celulose em Mato Grosso do Sul.
O trecho contempla extensões das rodovias estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e das federais BR-262 e BR-267. A concessão prevê recuperação, operação, manutenção, conservação, implantação de melhorias e ampliação de capacidade do sistema rodoviário pelo prazo de 30 anos.
Após a falta de interessados na primeira tentativa de leiloar a Rota da Celulose, o projeto passou por alguns ajustes no edital. Entre eles, um modelo econômico-financeiro que reduz os investimentos obrigatórios durante os primeiros quatro anos de operação — uma das demandas apresentadas pela iniciativa privada.
A projeção de receita dos 20 anos de operação também foi alterada. A concessionária deverá duplicar 115 km de rodovias, construir 457 km de acostamentos e 245 km de terceiras faixas, além de 12 km de vias marginais.
Ainda, serão implantados 38 km de contornos urbanos, 25 acessos, 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes. Estão contempladas, também, obras especiais e estruturas como pontes e passarelas, totalizando 3.780 m².
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(Revisão: Nichole Munaro)









