Uma equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou sobre a situação relacionada à Nossa Senhora Aparecida em um jantar com empresários organizado em apoio ao candidato na sexta-feira (25), em São Paulo. A informação é do blog da Clarissa Oliveira, da CNN Brasil.
Segundo o blog, petistas faziam piadas com o caso durante o jantar para descontrair o ambiente diante da evidente preocupação com o desempenho de Flávio Bolsonaro. Uma pessoa da equipe comentou: “Tanto esforço para recuperar esta eleição e quem vai fazer esse milagre é a Santa”.
Mesmo já desmentida, a informação de que Flávio Bolsonaro poderia retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida ajudou o PT a reforçar o embate religioso e mirar o voto católico, em uma tentativa de parar o crescimento do senador nas pesquisas.
Durante o fim de semana, o caso ganhou novos capítulos. No domingo (27), o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), derrubou a decisão do também ministro André Mendonça, que ordenou a remoção de uma postagem do humorista Antonio Tabet na qual abordava o suposto ataque à Nossa Senhora Aparecida.
Flávio afirmou, durante ato de campanha, que Dino havia liberado a “liga da mentira do PT”, a qual, segundo ele, esteve por trás do que chamou de “maior fake news da campanha”. O candidato à Presidência ainda disse que a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) ajudou na disseminação de postagens sobre a notícia falsa.
O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, expressou solidariedade à CNBB em suas redes sociais. O ministro é evangélico e participa ativamente do diálogo do governo com religiosos.
A CNBB divulgou uma nota na qual nega ter produzido, autorizado ou participado da elaboração e divulgação de notícias falsas relacionadas ao atual processo eleitoral.
“Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou em nota.
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(Revisão: Nichole Munaro)




