O partido Missão divulgou uma nota oficial informando que a filiação do senador Flávio Bolsonaro à legenda é resultado de uma operação fraudulenta.
De acordo com a sigla, o sistema interno do Missão identificou a irregularidade e tentou cancelar o registro no mesmo dia, mas a exclusão foi rejeitada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A direção do Missão afirma que comunicou o gabinete de Flávio Bolsonaro sobre a tentativa de filiação no dia 2 de agosto. Segundo o partido, as ferramentas de rastreamento indicam que os e-mails enviados foram abertos pela equipe do parlamentar, porém não houve resposta.
Para investigar o caso, o partido adotou providências junto à Polícia Federal e ao próprio TSE, com o objetivo de identificar os responsáveis pela inserção dos dados.
A legenda informou que disponibilizará às autoridades e à imprensa um relatório técnico contendo endereços de conexão (IPs), registros de atividade no sistema (logs) e as cópias dos e-mails enviados.
“Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção”, diz trecho da nota.
O Missão ainda diz que não compactua com filiações de natureza fraudulenta.
Registro da candidatura de Flávio foi afetado por fraude no TSE
Uma certidão emitida pelo TSE às 11h13 desta quinta-feira aponta regularidade da filiação de Flávio Bolsonaro. O mesmo documento registra a desfiliação do senador do PL na exata mesma data.
O histórico da Justiça Eleitoral mostra que o parlamentar mantinha vínculo contínuo com o PL desde novembro de 2021.
A mudança cadastral paralisou o planejamento oficial do comitê de campanha.
A equipe do PL programava concluir o registro da candidatura de Flávio Bolsonaro no TSE ao longo desta quinta-feira, mas o sistema bloqueou o procedimento devido à divergência partidária.
O prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para que partidos e coligações registrem seus candidatos termina neste sábado (15).
O comitê da campanha já acionou o TSE com um pedido formal para restabelecer a filiação original do senador ao PL em tempo hábil.
Suspeita de invasão e investigações
O departamento jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro apura o que motivou a alteração no banco de dados. Membros do PL trabalham com a suspeita de que o sistema de filiação partidária tenha sofrido um ataque de hackers e afirmam que o partido deve acionar a Polícia Federal para investigar a autoria da mudança.
A própria certidão emitida pelo TSE traz uma ressalva sobre a inserção dos dados. O documento informa que o histórico tem por base lançamentos feitos pelos partidos políticos no sistema chamado Filia.
A Justiça Eleitoral destaca que a responsabilidade dessas informações é das legendas e que a certidão possui presunção apenas relativa de veracidade.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






