A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pode entrar na disputa por uma das duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano.
Segundo o Metrópoles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem reforçado os incentivos para que a esposa seja candidata, mesmo após o desgaste público com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Michelle ainda não confirmou se disputará. Em falas públicas, ela diz que a decisão depende de um “chamado de Deus” e que aguardará o período das convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto, para definir o futuro político.
Senado é prioridade para Bolsonaro
De acordo com aliados ouvidos pelo Metrópoles, Jair Bolsonaro vê como estratégica a disputa do Senado. A Casa tem papel central na análise de pautas prioritárias para o bolsonarismo, como pedidos de impeachment e sabatinas de indicados ao Supremo Tribunal Federal.
Além de Michelle, o ex-presidente articula outras candidaturas da família: Carlos Bolsonaro (PL) deve concorrer em Santa Catarina e Eduardo Bolsonaro deve disputar uma vaga de suplente em São Paulo.
A possibilidade da candidatura de Michelle passou a ser vista com mais cautela após ela deixar a presidência do PL Mulher, em 30 de junho. A saída ocorreu em meio a um conflito público com Flávio Bolsonaro.
O embate veio à tona depois que Michelle divulgou um vídeo em 24 de junho relatando ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” em uma conversa telefônica com o senador. Segundo ela, Flávio teria dito que ela deveria ficar fora das decisões partidárias e que não tinha experiência para opinar sobre articulações.
O motivo da divergência teria sido a aproximação de lideranças do PL no Ceará com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), defendida por Flávio e rejeitada por Michelle.
Após a repercussão, Flávio publicou nota pedindo desculpas caso a madrasta tivesse se sentido ofendida e disse que sua prioridade era “preservar a união da família”.
Dias depois, em agenda de pré-campanha, chamou o episódio de “página virada”. Pressionada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a fazer uma retratação pública, Michelle optou por deixar o comando do PL Mulher.
Imparáveis
Fora do partido, a ex-primeira-dama lançou na quinta-feira (9) o movimento “Imparáveis”. A iniciativa nasceu dentro da equipe do PL Mulher e deve herdar parte da estrutura e da organização montadas por Michelle na legenda. As atividades serão voluntárias.
O objetivo, segundo pessoas próximas, é manter a mobilização do eleitorado feminino e evangélico conquistada nos últimos anos.
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(Revisão: Nichole Munaro)








