O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, denunciou à CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) o vazamento de conversas íntimas e informações pessoais extraídas de seu celular, apreendido pela Polícia Federal. Vorcaro, através de sua defesa, pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue o pedido de liberdade.
A defesa apontou violação da privacidade do banqueiro com a divulgação de mensagens particulares que não tinham relação com as investigações. Foi alegado que conteúdos do celular, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, foram vazados, expondo sua vida privada.
Outro ponto levantado pelos advogados é a divulgação de trechos de supostos anexos de uma colaboração premiada que não chegou a ser firmada.
“Conteúdos do aparelho celular apreendido, inclusive conversas íntimas sem nenhuma relação com a investigação, foram expostos publicamente. O ministro decano do próprio Supremo Tribunal Federal classificou o episódio como ‘barbárie institucional’. A defesa havia alertado formalmente para o risco antes que ele se concretizasse. Também vieram a público trechos de supostos anexos de colaboração premiada não celebrada, protegidos por sigilo legal, cuja autenticidade a defesa não reconhece”, salientam os advogados.
O documento foi apresentado à CIDH no dia 27 de outubro e tornado público nesta segunda-feira (2). O pedido ainda não foi analisado pela Comissão.
*Com informações do Metrópoles.
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(Revisão: Nichole Munaro)









