A moradora Elisângela Lima convive há 15 anos com a presença de araras na Vila Alba, em Campo Grande. Entretanto, no fim da tarde de sexta-feira (21), ela e os filhos foram surpreendidos por uma ave morta em seu telhado. O animal apresentava ferimento, e a mulher suspeita de que possa ter sido causado por tiro de chumbinho.
Segundo a moradora, há relatos de outras aves encontradas nas mesmas condições, sendo também uma arara e uma maritaca. No grupo de moradores, vizinhos estão inconformados com a situação na região.
“Elas faziam parte do nosso dia a dia. Eu tenho um pé de coqueiro aqui em casa, tenho pé de goiaba, elas vinham aqui para comer, então era a minha alegria. Tenho vários vídeos delas. Elas moram na esquina da minha casa, Avenida Madri com a Porto Alegre. Elas moram nesse coqueiro aqui da esquina. Então, hoje amanheceu um silêncio que você nem imagina, uma tristeza muito grande”, relata Elisângela.
Elisângela conta que foi avisada sobre a ave morta por um trabalhador da construção civil que estaria atuando nas proximidades do imóvel. “Ele disse que viu a arara agonizando enquanto voava”, disse ao Jornal Midiamax.
A mulher entrou em contato com a Polícia Militar, que orientou o registro junto à PM Ambiental. Ela narra que o atendimento a frustrou. “Eu fiz a denúncia e eles apenas me falaram que era para eu ligar para a Solurb retirar. […] Uma tristeza por, aparentemente, um descaso. A Polícia Ambiental nem fez pergunta nenhuma, só pediu para fazer retirada”, relata a moradora.
Ainda na manhã deste sábado (22), o cadáver do animal segue no imóvel, aguardando atendimento da equipe da Solurb.
Nas imagens enviadas à redação do Jornal Midiamax, o animal morto apresenta aparência física saudável, o que aumenta a suspeita de extermínio das aves na região.
Em mensagem enviada aos moradores, a campo-grandense alerta: “As araras são animais silvestres e fazem parte da nossa fauna. Matar um animal dessa forma não é brincadeira”.
“Peço que os órgãos responsáveis investiguem essa situação e que os moradores da região fiquem atentos. Se alguém tiver informações, imagens de câmeras ou tiver testemunhado disparos contra as aves, denuncie”, afirma Elisângela.
A reportagem buscou a assessoria de comunicação da corporação para manifestação.
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(Revisão: Nichole Munaro)








