Os indígenas que estavam na sede do DSEI-MS (Distrito Sanitário Especial Indígena), em Campo Grande, desocuparam o local nesta quarta-feira (1º) após negativa do Governo Federal. Os manifestantes pediam a substituição da atual gestão do órgão, que não foi atendida pela Secretaria de Saúde Indígena.
Ao Jornal Midiamax, o coordenador do DSEI-MS, Lindomar Terena, explicou que uma mudança de gestão só seria discutida após o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O cargo é comissionado e o presidente Lula adotou esse posicionamento de que uma mudança agora faria uma alteração em todo o sistema antes das eleições. Após essa informação, eles acabaram ligando para os nossos colaboradores e entregaram as chaves”, afirmou o coordenador.
Assim, os serviços foram retomados nesta quinta-feira (2), inclusive com a entrega de viaturas nas cidades de Dourados e Caarapó. Outros municípios, como Brasilândia, Tacuru, Paranhos, Japorã e Bonito, devem receber os veículos nos próximos dias. Supostas irregularidades na frota das viaturas eram denunciadas pelos manifestantes.
Os indígenas representantes de diversos municípios protestavam no local por problemas históricos na assistência às aldeias. O líder do movimento, o cacique e coordenador do povo Terena, Célio Terena, atribui o fato à atual administração. No entanto, Lindomar respondeu que o órgão não é capaz de atuar sozinho.
“Eu entendo que o movimento é legítimo, desde que tenha uma pauta concreta. Não adianta fazer um movimento com uma proposta e chegar lá e já querer mudar a proposta. Sabemos os desafios que a saúde indígena enfrenta, a falta de recursos. A gente depende muito da verba federal, do governo do Estado e dos municípios. Sozinhos, não conseguimos tocar”, declarou.
O Jornal Midiamax tentou contato por ligação e mensagem de texto com Célio Terena, mas não houve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
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(Revisão: Nichole Munaro)





