Corumbá se prepara para a implantação do método Wolbachia, estratégia complementar de controle das arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, já implementado em Campo Grande. O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que naturalmente carregam a bactéria Wolbachia. Ela, por sua vez, reduz a capacidade de transmissão dos vírus que causam as doenças.
O projeto foi apresentado nesta quinta-feira (3), durante videoconferência com representantes do Ministério da Saúde e da iniciativa Wolbachia do Brasil. A adesão ao modelo foi anunciada pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) em abril de 2026.
Conforme a apresentação, a liberação dos mosquitos será gradual e monitorada. A previsão é de que o procedimento ocorra durante 26 semanas — aproximadamente seis meses — nos bairros escolhidos para receber a tecnologia. Segundo o cronograma, os mosquitos serão liberados uma vez por semana, no período da manhã, com circulação dos veículos pelas ruas das áreas estabelecidas.
Um mês após o início das liberações, as equipes farão o monitoramento da presença da Wolbachia. São previstos nove ciclos de coleta. Segundo a Prefeitura de Corumbá, ao longo desse processo, serão utilizadas ovitrampas, armadilhas destinadas à coleta de ovos de mosquitos. O material será analisado para garantir que a bactéria Wolbachia se estabeleceu na região.
Inclusive, parte do projeto inclui a criação de um núcleo de eclosão em Corumbá. É nessa estrutura que as cápsulas contendo ovos de mosquitos serão preparadas para a eclosão.
O cronograma prevê ainda ações de comunicação e mobilização comunitária antes e durante a soltura dos mosquitos. A ideia é informar previamente os moradores, principalmente das regiões contempladas para o funcionamento, por meio de materiais educativos, como cartazes, folders, panfletos, vídeos e conteúdos digitais.
Vale enfatizar que o método Wolbachia não elimina a necessidade das medidas tradicionais de prevenção. Por isso, os moradores deverão continuar adotando cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti, como a eliminação de recipientes que possam acumular água.
Participaram do encontro: Tatiana Mattos (secretária de Saúde), Josileia Marques (secretária de Governo e Gestão Estratégica); Alexandre de Ohara (secretário de Assistência Social e Cidadania); Gerson Mello (adjunto de Infraestrutura); e Cristina Fleming (diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente).
Também acompanharam a apresentação Suzana de Figueiredo Xavier (adjunta de saúde); Patrícia Daga (superintendente de Atenção em Saúde); Walkíria Arruda (gerente de Vigilância em Saúde); Arleni Morinigo (gerente de Bem-Estar Animal); e Viviane Neves (Fundação de Turismo).
💬 Receba notícias antes de todo mundo
Seja o primeiro a saber de tudo o que acontece nas cidades de Mato Grosso do Sul. São notícias em tempo real com informações detalhadas dos casos policiais, tempo em MS, trânsito, vagas de emprego e concursos, direitos do consumidor. Além disso, você fica por dentro das últimas novidades sobre política, transparência e escândalos.
📢 Participe da nossa comunidade no WhatsApp e acompanhe a cobertura jornalística mais completa e mais rápida de Mato Grosso do Sul.
(Revisão: Dáfini Lisboa)









