Agora, a PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) aguarda os trabalhos periciais para identificar o que provocou o desabamento da estrutura de um supermercado que estava em construção na Avenida Rachel de Queiroz, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (4).
O acidente resultou na morte do trabalhador Joel da Silva Oliveira e de outro que ainda não teve a identidade revelada. Além das vítimas fatais, outros dois foram socorridos para a Santa Casa com vida.
Apesar de câmeras de segurança das residências vizinhas ao local terem registrado o exato momento do desabamento, não foi confirmado oficialmente o que pode ter motivado a queda.




Questionada, a delegada plantonista da Depac Cepol, Lucelia Constatino, informou que aguarda os trabalhos periciais; inclusive, o laudo pode levar cerca de 30 dias para a conclusão.
“Primeiro precisa ser averiguado o que aconteceu para depois os responsáveis. Primeiro a gente aguarda a perícia; após a perícia concluir o trabalho, a gente tipifica”, disse brevemente a delegada.
Sobre a informação de que um caminhão teria batido na estrutura, a delegada já descartou essa possibilidade. “Não procede”, afirmou.


Desabamento
A reportagem apurou que, em decorrência da gravidade dos ferimentos, dois trabalhadores morreram. Outros dois foram socorridos com vida para a Santa Casa, mas estão em estado grave.
A estrutura também teria atingido um caminhão que estava no pátio no momento do acidente; o veículo ficou bastante danificado. Uma moradora da região estava em casa quando ouviu um barulho forte e se deparou com o acidente.
“Quando eu escutei o barulho, achei que era caminhão, saí para fora e era esse negócio do mercado que desabou no chão. Fiquei assustada; nunca vi aquele estouro”, disse Cristina Oliveira, de 41 anos.
O Corpo de Bombeiros confirmou a possibilidade de novos desabamentos da estrutura que faz parte da obra em andamento de um supermercado na região. Ainda não foi informado pelas autoridades o que provocou o desabamento.
Ao Jornal Midiamax, o tenente-médico do Corpo de Bombeiros, André Luiz Jacques, afirmou que existe a possibilidade de novos desabamentos. “A área vai ser totalmente isolada. Mas há risco, sim, de novos desabamentos”, afirmou o tenente-médico.
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