O Governo Federal anunciou a liberação de R$ 337,5 milhões em crédito extraordinário para ações de combate ao desmatamento, de fiscalização ambiental e de prevenção de incêndios florestais. Com o reforço, o orçamento destinado à área em 2026 alcança o maior valor da série histórica.
A medida foi oficializada por meio da Medida Provisória nº 1.367/2026, publicada na segunda-feira (15). Segundo o MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), o montante supera em 24% o recorde registrado em 2025.
De acordo com o governo, os recursos destinados às ações ambientais são 133% maiores do que os disponibilizados na gestão anterior, considerando valores corrigidos pela inflação. Em valores nominais, o aumento chega a 184,5%.
Do total liberado, R$ 194,4 milhões serão destinados ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). O dinheiro será usado em operações de fiscalização e no combate a incêndios florestais em áreas federais prioritárias.
Os recursos vão financiar despesas como contratação de brigadistas temporários, compra de EPIs (equipamentos de proteção individual), aluguel de aeronaves, deslocamento de equipes e estrutura logística para as operações em campo.
Já o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) receberá R$ 143,1 milhões. O investimento será aplicado em fiscalização ambiental, combate ao fogo em unidades de conservação federais, contratação e capacitação de profissionais, aquisição de equipamentos e ampliação dos sistemas de monitoramento.
Segundo o governo, a medida busca ampliar a capacidade de resposta diante do aumento dos eventos climáticos extremos e do risco de incêndios florestais em diferentes regiões do país.
O crédito extraordinário também atende a determinações do STF (Supremo Tribunal Federal) relacionadas ao fortalecimento das políticas de prevenção e combate a incêndios na Amazônia e no Pantanal.
Entre as ações já adotadas pelo governo está a contratação de 4.410 brigadistas federais, o maior contingente da história. Desse total, 2.600 atuam pelo Ibama e 1.810 pelo ICMBio.
A estrutura prevista para 2026 inclui 19 helicópteros, 18 aviões para lançamento de água, uma aeronave para transporte de brigadistas, 27 veículos especiais de combate a incêndios e duas vilas operacionais.
Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), apontam que a área queimada no Brasil caiu 39% em 2025, na comparação com a média registrada entre 2017 e 2024.
A redução foi ainda mais expressiva em alguns biomas. No Pantanal, a queda chegou a 91%; na Amazônia, 75%; na Mata Atlântica, 58%; e no Pampa, 45%.
Desde 2023, o Fundo Amazônia aprovou R$ 405 milhões para apoiar os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal. Outros R$ 150 milhões foram destinados a ações de prevenção e combate a incêndios em estados do Cerrado e do Pantanal, incluindo Mato Grosso do Sul.
O governo também informou que mantém ações como monitoramento climático, campanhas de prevenção, repasses a estados e municípios e a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada em 2024.
*Com informações do MMA (Ministério do Meio Ambiente).
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(Revisão: Nichole Munaro)





