O homem apontado como ‘cabeça’ do esquema de contrabando de cigarros alvo da PF (Polícia Federal) foi preso preventivamente em Campo Grande nesta terça-feira (16). O esquema movimentou mais de R$ 76 milhões.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, ele foi alvo de mandado de prisão no início da manhã, no bairro Universitário. Devido às suas condições de saúde, o homem, que também é investigado por receptação, será monitorado por tornozeleira eletrônica.
Durante o cumprimento dos 13 mandados de busca e apreensão e dos cinco mandados de prisão em Campo Grande, os policiais estiveram em uma distribuidora no bairro Caiçara. Outro mandado é cumprido na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais.
Movimentação superior a R$ 76 milhões
As investigações começaram após a equipe de inteligência da PF identificar indícios da atuação de um grupo de contrabando de cigarros.
Foram identificadas 12 grandes apreensões com mais de mil maços de cigarros e movimentação financeira superior a R$ 76 milhões. O grupo adquiria os produtos no Paraguai e os introduzia clandestinamente no Brasil.
Em seguida, os cigarros eram guardados em depósitos clandestinos em Campo Grande e distribuídos para os outros estados por meio de veículos adaptados. A PF identificou transportadoras vinculadas ao grupo e documentação fiscal fraudulenta para simular legalidade.
As investigações apontaram também a prática de lavagem de dinheiro, com uso de empresas de fachada, interpostas “laranjas” e movimentações incompatíveis com a renda declarada. Os criminosos faziam operações ilegais de remessa de valores ao exterior para pagamento de fornecedores no Paraguai, escondendo patrimônio em nome de terceiros.
Logística
A organização criminosa atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e hierarquia definida, dividindo-se entre Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
A logística era definida em aquisição de cigarros na região de fronteira com o Paraguai; transporte fracionado em veículos para reduzir riscos de apreensão; armazenamento em imóveis e estabelecimentos comerciais; distribuição em larga escala para outros estados; utilização de empresas de fachada e documentos fiscais fraudulentos para dar aparência de legalidade; e uso de sistemas informais de remessas financeiras e contas de terceiros para ocultação de valores.
Rota Clandestina
O nome da operação faz referência ao uso de rotas alternativas e meios clandestinos empregados pelo grupo para internalizar os cigarros no país e distribuí-los para outras unidades da federação.
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(Revisão: Nichole Munaro)







