O 32º Grito dos Excluídos ocorre nesta segunda-feira (7) com a realização de desfile em Campo Grande. O tema principal deste ano é o combate à violência contra a mulher, em um cenário onde Mato Grosso do Sul soma 25 feminicídios em 2026, sendo sete deles registrados apenas no mês de agosto.
O coordenador do CNLB (Conselho Nacional de Leigos e Leigas) Regional OS-1, Edivaldo Bispo Cardoso, explicou que o evento reúne também outras vertentes, como moradia, soberania e paz.
“O Grito dos Excluídos, como todos os outros, sempre traz como eixo a campanha da fraternidade. Nesse ano é sobre moradia. Nós trabalhamos também a questão da soberania. Temos no Brasil um ataque muito grande de outro país influenciando a nossa soberania. É uma luta em que nós precisamos defender as nossas riquezas. A paz também está em um embate muito forte no mundo”, afirma.
No local, campo-grandenses se reúnem e exibem cartazes com escritas como “Quantas mais precisam morrer?”, “Não ao feminicídio, parem de nos matar” e “Não é normal! Não é amor! É violência, é crime! Não se cale!”.
Combate ao feminicídio
A servidora pública Alessandra Zanario da Silva destacou que a causa ganha ainda mais importância devido aos episódios recentes e frequentes de feminicídios no Estado.
“Estamos aqui hoje pra falar sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres, sobre a misoginia, o ódio contra as mulheres. [Isso] não pode se tornar uma pauta comum; cada dia tem um número maior de feminicídios no estado de Mato Grosso do Sul. O nosso estado é um dos com maior número de feminicídios no Brasil”, comenta.
“Nós estamos, nesse momento, reivindicando, trabalhando em todas as esferas, igrejas. As mulheres periféricas, pretas, negras são as maiores vítimas. Chega de feminicídio, chega de machismo, chega do ódio contra as mulheres”, completa Alessandra.



(Fotos: Rodrigo Santos/Jornal Midiamax)
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(Revisão: Nichole Munaro)











