Com obra entregue simbolicamente em evento nesta quinta-feira (2), o Hospital da Criança e do Adolescente com Deficiência da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), em Campo Grande, precisa de mais R$ 5,2 milhões para terminar a construção, adquirir equipamentos e começar a funcionar. Enquanto a entidade busca recursos, a previsão de abertura da unidade de saúde é no início de 2027.
Segundo apurado pelo Jornal Midiamax, a construção do hospital necessitaria de R$ 14 milhões em investimentos, conforme já previsto em 2024, quando houve o lançamento da obra. Emendas parlamentares viabilizaram recurso de R$ 8 milhões, e a Apae custeou R$ 800 mil com o caixa próprio.
O térreo e o primeiro andar do hospital já estão prontos. O segundo andar, que receberá o centro cirúrgico, ainda está em obras. Além disso, é necessário comprar aparelhos para que a unidade entre em operação. Nesse meio tempo, 286 crianças campo-grandenses aguardam na fila por cirurgia para correção de pé torto congênito, um dos procedimentos que poderiam ser feitos pela Apae.
A expectativa da Apae é de que o hospital atenda todo o Estado de Mato Grosso do Sul, com vinte leitos. Pacientes poderão realizar todas as etapas do tratamento: diagnóstico, avaliação cirúrgica, cirurgia, pós-operatório e reabilitação. Na fase, o hospital terá como foco a ortopedia pediátrica, com cirurgias para correção de pé torto congênito, deformidades ósseas e articulares, sequelas de paralisia cerebral e outras condições.

‘Tem que ser o mais urgente possível’
As primeiras tratativas para a construção começaram em 2019. A obra foi lançada em 2024 e iniciou-se em 2025. Luiz Cesar Nocera, presidente da Apae, lista o que ainda precisa ser feito para que os atendimentos se iniciem. “Estamos fazendo a entrega do prédio. Depois ele será totalmente equipado. Já estamos adquirindo os equipamentos, mas isso é demorado. Depois, montaremos toda a equipe. Depois, começaremos a funcionar.”
O Hospital da Apae terá atendimentos 100% voltados ao SUS (Sistema Único de Saúde). “Era preciso ter um espaço para essa população”, afirma o deputado federal Geraldo Resende (União Brasil), que viabilizou os R$ 8 milhões em emendas à unidade. Ele ressalta que, atualmente, o Estado conta apenas com hospitais gerais, que não são voltados especificamente às pessoas com deficiência.
Sobre o início do funcionamento do hospital, o deputado afirma que a questão é tratada pela direção da Apae, pelo município de Campo Grande e pelo Estado de MS. “Para mim, tem que ser o mais urgente possível, porque há necessidade desse hospital. É preciso tratar com prioridade as pessoas com deficiência”, diz Geraldo Resende.
Secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões afirma que esta é uma unidade hospitalar muito especializada e reconhece a importância do novo hospital. “Veio ocupar um espaço em que temos carência. É uma unidade hospitalar voltada a procedimentos de pequena e média complexidade, que ajudará a desafogar os grandes hospitais”, diz Simões.
O senador Nelsinho Trad (PSD) diz que procurará recursos em Brasília para viabilizar o início do funcionamento da unidade de saúde. “A estrutura precisa cada vez mais de recursos, porque seu custeio é alto, dinâmico e constante. A estrutura física é o de menos: você constrói, mas tem que equipar e pôr para funcionar.”

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(Revisão: Dáfini Lisboa)





