O acesso à internet consolidou sua presença nos lares brasileiros em 2025. Dados divulgados nesta quinta-feira (2) pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua): Acesso à Internet e à Televisão e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal revelam que 76 milhões de domicílios, o equivalente a 95% do total, já estão conectados à rede, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação a 2024.
O grande motor dessa expansão vem do campo: o crescimento acelerado nas áreas rurais ajudou a encurtar drasticamente o abismo digital que as separava dos centros urbanos. Se em 2016 a diferença de acesso entre as duas regiões superava os 41 pontos percentuais, em 2025 essa margem desabou para apenas 7,8 pontos (88% na área rural contra 95,8% na urbana).

Soberania do celular
Na hora de se conectar, a banda larga fixa segue como a líder absoluta, presente em 89,2% das casas conectadas. No entanto, a banda larga móvel retomou seu fôlego e subiu para 85,9%.
O uso do telefone fixo, por outro lado, caminha para a obsolescência, resistindo em apenas 5,9% dos lares. Em contrapartida, a posse de telefones celulares atingiu a maior marca de toda a série histórica: 97,4%. A infraestrutura de rede móvel também avançou, funcionando para internet ou telefonia em 92,9% dos domicílios. Nas áreas urbanas, essa cobertura bate os 96,1%. Já na zona rural, embora tenha registrado um aumento de 2,2 pontos percentuais e chegado a 68%, o índice ainda não superou seu pico histórico alcançado em 2021.
Configuração do entretenimento e das casas inteligentes
O comportamento de consumo audiovisual das famílias também passa por uma transformação evidente. A televisão aberta via antena convencional teve uma leve queda proporcional, passando de 86,5% para 85,8%, embora o crescimento populacional tenha garantido um acréscimo absoluto de 907 mil domicílios com o serviço.
Já a TV por assinatura segue perdendo espaço. Em 2025, o serviço estava presente em 18,3 milhões de lares (23,5%), uma redução de 0,8 ponto percentual perante o ano anterior. A adesão é mais que o dobro nas áreas urbanas (24,9%) em comparação ao campo (11,6%).
O grande vencedor da sala de estar continua sendo o streaming de vídeo, já presente em 44,4% das residências. O fenômeno dos chamados “cord-cutters”, pessoas que abandonam a TV tradicional, também avança: dos lares com streaming, 9% já não possuem nenhum acesso a canais de TV aberta ou fechada. Trata-se de uma tendência em franca ascensão, já que esse grupo representava 6,1% em 2023 e 8,2% em 2024.
Por fim, a tecnologia começa a se integrar de forma mais orgânica à rotina doméstica. Dos 76 milhões de lares conectados à internet, 15,4 milhões (20,2%) já contam com algum tipo de dispositivo inteligente. Isso representa um salto de 2,1 milhões de residências automatizadas em apenas um ano, consolidando o início da era das casas inteligentes no país.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






