O Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) se manifestou após o projeto de lei que prevê reajuste de 4,39% aos servidores de Campo Grande chegar à Câmara Municipal, na quarta-feira (10).
Conforme a prefeita Adriane Lopes (PP), o valor corresponde à inflação no acumulado dos últimos doze meses entre maio de 2025 e abril de 2026, conforme o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) — o índice oficial de inflação do Brasil.
Em nota, o sindicato diz que a proposta, que dispõe sobre o reajuste do vencimento-base dos servidores, desrespeita a categoria. Isso porque o projeto do Executivo Municipal não contempla os postos que têm Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração — como é o caso dos médicos.
Conforme a Prefeitura, o aumento será linear para servidores concursados, com exceção de professores e outras categorias de carreira própria, como agentes de saúde, agentes de combate a endemias e outras.
O presidente do Sinmed-MS, Marcelo Santana, criticou a postura da gestão municipal. “Não podemos aceitar passivamente que os médicos de Campo Grande sejam tratados com tamanho desdém. A prefeita ignora a importância de uma categoria crucial para a linha de frente da saúde pública”, afirmou.
Reajuste foi aprovado em regime de urgência
Os vereadores de Campo Grande aprovaram em regime de urgência, nesta quinta-feira (11), o projeto de lei que concede 4,39% de reajuste no salário dos servidores da Prefeitura municipal.Foram 18 votos favoráveis e 5 contrários.
A proposta deu entrada na Casa de Leis na quarta-feira (10) e recebeu 20 assinaturas para ser analisada em regime de urgência. Foram protocoladas quatro emendas, das quais a CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) rejeitou duas.
As emendas rejeitadas tratavam sobre o parcelamento do reajuste em duas parcelas de 2,19% cada, sendo uma em agosto deste ano e a outra em março de 2027. A justificativa para a rejeição foi de aumento de despesa no projeto principal.
Contudo, permaneceram outras duas emendas, uma delas da Mesa Diretora, sobre adiantar a segunda parcela do reajuste de março para janeiro.
A proposta também foi analisada pela Comissão de Finanças, sendo aprovada no que diz respeito à LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). Após o parecer da segunda Comissão, o projeto foi colocado em discussão.
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(Revisão: Nichole Munaro)







