Mato Grosso do Sul continua entre os estados brasileiros com incidência de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) em níveis de alerta, risco ou alto risco. Apesar disso, o cenário estadual apresenta sinais positivos. Os casos graves provocados pela influenza B estão em queda, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgada nesta quinta-feira (13).
O levantamento considera os dados da Semana Epidemiológica 31, entre 2 e 8 de agosto, e mostra que Mato Grosso do Sul está entre as 14 unidades da Federação que ainda apresentam níveis elevados de incidência da síndrome. Ao mesmo tempo, o Estado aparece entre aqueles onde há redução dos casos graves associados à influenza B.
A situação indica que, embora a circulação de vírus respiratórios ainda mantenha o Estado em faixa de atenção, a evolução recente dos casos é de melhora. No cenário nacional, 23 das 27 unidades da Federação apresentam tendência de queda ou estabilização da SRAG. Apenas Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe registram leve sinal de crescimento.
Campo Grande fora da lista de capitais em alerta
Na análise específica das capitais, Campo Grande não aparece entre as cidades que apresentam atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.
O boletim aponta que apenas oito capitais estão atualmente nessas faixas de atenção. Duas delas, Belém (PA) e Porto Velho (RO), também apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo. As outras seis são Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Luís (MA), que permanecem em níveis elevados, mas sem indicação de crescimento sustentado.
Assim, embora Mato Grosso do Sul ainda esteja classificado entre os estados com incidência preocupante de SRAG, Campo Grande não aparece entre as capitais com nível de atividade elevado no período analisado.
Influenza B apresenta queda em MS
Um dos principais destaques para Mato Grosso do Sul é a evolução da influenza B. O boletim aponta queda dos casos graves provocados pelo vírus no Estado, acompanhando um movimento observado também no Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná e São Paulo.
A influenza A, por sua vez, já encerrou o período de sazonalidade no país e apresenta sinal de queda. Mesmo assim, os casos graves continuam altos em alguns estados, principalmente Minas Gerais e Roraima.
O VSR (vírus sincicial respiratório) também permanece entre os principais responsáveis pelas hospitalizações por SRAG, especialmente entre crianças pequenas.
Vacinação
A Fiocruz reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes provocados pelos principais vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19.
Os pesquisadores também recomendam que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado evitem contato com outras pessoas. Quando o isolamento não for possível, a orientação é utilizar máscara, especialmente em locais fechados e com aglomeração. A higienização frequente das mãos também é indicada.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)






