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Novo atacadista de 10,7 mil m² pode aumentar o trânsito na Av. João Arinos

A previsão de conclusão das obras é em dezembro de 2026
Murilo Medeiros -
Terreno onde pode ser construído novo atacadista, na Avenida João Arinos. (Google Maps)

A Prefeitura de publicou no Diário Oficial o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança) da construção de um novo supermercado atacadista na Avenida João Arinos, com a Rua Soldado PM Reinaldo de Andrade, no bairro Tiradentes. A previsão de conclusão das obras é em dezembro de 2026.

O atacadista ocuparia um terreno de 23,1 mil m², com área construída de 10,7 mil m². A previsão é fazer um estacionamento com 248 vagas para veículos, das quais 68 seriam cobertas. Além disso, o estudo prevê a contratação de 150 funcionários diretos e mais 50 colaboradores indiretos.

Interessados em debater a proposta de construção podem participar da audiência pública no dia 13 de agosto de 2026, às 18h, na Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), localizada na Avenida Calógeras, 356.

Congestionamento e 190 passageiros nos ônibus

O supermercado é apontado como polo gerador de tráfego. Ou seja, a construção deve intensificar o trânsito da Avenida João Arinos, com mais 1.252 viagens de veículos por dia. Dessas, 246 seriam realizadas por hora no horário de pico, entre consumidores e funcionários.

Ainda assim, o EIV considera que o nível do trânsito seria aceitável. A recomendação é que, na fase de obras, o atacadista organize horários para acesso de caminhões. Carga e descarga devem ser realizadas em horários de menor movimento.

Com relação ao transporte público, o empreendimento pode aumentar em 190 passageiros (75 empregados diretos, 25 indiretos e 90 clientes) a demanda pelos ônibus do Consórcio Guaicurus, conforme estimativa.

No entanto, o EIV conclui que a região tem capacidade para absorver essa demanda. O estudo reconhece as reclamações de usuários quanto aos horários mais espaçados entre ônibus nos fins de semana e feriados, mas minimiza o problema.

Alagamentos?

Outro ponto de destaque é que o estudo identifica problemas na drenagem da região, como bocas de lobo assoreadas e dispositivos distribuídos de forma irregular — ou seja, há risco de alagamentos mais intensos após a construção. A tabela urbanística registra que a taxa de permeabilidade exigida é de 25%, mas a realidade é de 21,33%.

O EIV aponta a necessidade de limpeza e desobstrução da drenagem, adequações em pontos críticos e ampliação do sistema. Dentro do terreno, o projeto prevê um reservatório de amortecimento de águas pluviais de 1.080 m³ para segurar parte da água da chuva antes que ela chegue à rede pública.

Com relação ao lixo, o estudo estima a geração de cerca de 1.537 toneladas de resíduos de obra. Após a abertura, a estimativa mensal é de:

  • 15 toneladas de recicláveis;
  • 20 toneladas de rejeitos;
  • 1 tonelada de madeira;
  • 50 litros de óleo vegetal;
  • 20 kg de resíduos perigosos.

Para diminuir poeira e barulho, o EIV recomenda que o atacadista instale sistema para lavar pneus de caminhões antes da saída do canteiro e concentre os serviços mais barulhentos, como operação de betoneiras e circulação de veículos pesados, entre 8h e 16h.

Conclusão favorável

A conclusão geral do estudo é favorável ao empreendimento. Considera positivos a ocupação de um vazio urbano, geração de empregos, arrecadação de tributos e possível valorização imobiliária da região.

Os principais efeitos negativos reconhecidos estão ligados ao aumento do tráfego, à demanda por transporte coletivo, à geração de resíduos, à poeira, ao ruído das obras e à pressão sobre a drenagem.

Para esses pontos, a matriz propõe planos ambientais, gerenciamento de resíduos, reservatório de águas pluviais e organização do tráfego de veículos pesados.

Confira o estudo completo:

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(Revisão: Nichole Munaro)

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