Parte dos presos por desvios de R$ 27 milhões em prefeituras de Mato Grosso do Sul teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia na manhã desta quarta-feira (8).
Passaram pela custódia os seguintes presos:
- Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core)
- Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar
- Joatan Gomes Peixoto – empresário
- Francisco Anízio dos Santos – empresário
- Douglas Henrique de Melo – empresário
- Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas
Estão pendentes para esta quarta-feira ainda as audiências de Matheus Oliveira Peixoto, Olívia Paroschi Jafar e Gabriel Taquino de Paula.
Já para as presas Jéssyca Burgatt e Rossana Jafar, as audiências devem ser realizadas na quinta-feira (9), já que o cumprimento oficial dos mandados de prisão se deu após o meio-dia de terça-feira.
O advogado André Stuart, que representa cinco investigados (Francisco, Ed Carlo, Gabriel, Matheus e Joatan), disse que ainda não foi liberado o acesso aos autos.
“Foram mantidas todas as prisões, mas as defesas estão prejudicadas por não termos acesso ao processo”, reclamou, informando que somente após isso será estudada a estratégia para a liberdade dos acusados.
O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Ex-prefeito, empresários e servidores

Consta como alvo da operação o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Júnior Vasconcelos, que também é escrivão da Polícia Civil.
O chefe da regulação Ed Carlo Brito Burgatt também foi preso com a filha dele, Jéssyka Duarte Burgatt, que é dona de um plano de saúde em Campo Grande.
Outro núcleo familiar envolvido é formado pela dentista e dona da Clínica Ross, Rossana Paroschi Jafar, e seus filhos, a médica Olívia Paroschi Jafar e Felipe Paroschi Jafar, que é comissionado na Agesul.
Também foram presos os empresários Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo, que são pai e filho. Eles são donos de negócios de veículos e casas noturnas em Campo Grande.
Também há participação de advogados, como Gabriel Taquino de Paula e outro que ainda não foi identificado.
Em relação aos servidores que fazem parte dos quadros do Estado, o governo emitiu nota afirmando que serão afastados ou exonerados, no caso de comissionados. Além disso, foi aberta auditoria para apurar os procedimentos que teriam sido fraudados na saúde.
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(Revisão: Nichole Munaro)










