Há quem já tenha locado os patinetes elétricos para fazer um percurso ou até mesmo dar um rolê pela cidade, mas há também quem presencie de longe os equipamentos circulando e, até agora, só fique na curiosidade.
Afinal, onde eles podem circular e quais cuidados devem ser tomados? Enquanto o serviço segue em período de testes, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) orienta os usuários sobre as principais regras de segurança para trafegar pela cidade com o equipamento.
Segundo o diretor de trânsito da Agetran, Ideu Vilela, os patinetes devem ser utilizados por apenas uma pessoa por vez. “A Agetran orienta que esses patinetes sejam utilizados de forma responsável e sempre com segurança. O recomendado é a utilização apenas por uma pessoa de cada vez e também que seja maior de 18 anos. Crianças e adolescentes não podem utilizar esse equipamento”, explica.
Pode até parecer divertido, mas os patinetes foram implantados para locomoção, e não para diversão. Mesmo que seja pela conta de um adulto, crianças e adolescentes não podem usar os patinetes. Durante a fase experimental, a Agetran não aplica multas, mas reforça a orientação aos pais.
“Já vimos situações do pai andando com a criança, os dois no mesmo patinete, e isso pode trazer prejuízo à própria criança, gerando riscos. A orientação é seguir as regras estabelecidas no aplicativo e utilizar o equipamento com segurança”, ressalta ele.
Onde os patinetes podem circular
A indicação é que os usuários utilizem, preferencialmente, ciclovias e ciclofaixas, mas atenção: quando elas não existirem, o patinete pode trafegar pela via pública, desde que siga as regras. “Caso a rua ou avenida não tenha ciclovia ou ciclofaixa, ele pode utilizar a via pública, sempre pelo lado direito, no sentido da via, nunca na contramão, respeitando a velocidade máxima de 20 km/h.”
Ao olhar no aplicativo, algumas regiões da cidade aparecem como áreas restritas. Nesses locais, o equipamento é monitorado por GPS. O diretor da Agetran ressalta, ainda, que “os patinetes possuem rastreadores e a empresa acompanha tudo em tempo real. Quando o equipamento entra em uma área proibida, ele é travado e desligado automaticamente.”
Álcool e direção: assim como os veículos, conduzir “depois do rolê” está proibido. Após ingerir bebidas alcoólicas, o mais indicado é pegar carona com alguém de confiança ou até mesmo chamar um carro de aplicativo.
Ao finalizar a rota, o usuário precisa devolver o equipamento nas estações disponibilizadas pela empresa. “O usuário pode retirar o patinete em uma estação e devolvê-lo em outra. Nunca deve deixá-lo na via pública, abandonado em canteiros ou bloqueando a passagem de pedestres, principalmente rampas de acesso para cadeirantes”, esclarece Ideu.
Nesta fase educativa, quem estacionar em local inadequado recebe apenas orientação. Já em casos de danos ao equipamento, a empresa poderá responsabilizar o usuário. “Caso o patinete seja danificado ou o usuário cause algum transtorno, a empresa pode registrar boletim de ocorrência e responsabilizar quem utilizou o equipamento de forma indevida.”



Agetran dá ‘aulão’ para quem quer aprender a andar de patinete
Neste sábado (18), a Agetran e a empresa responsável pelos patinetes em Campo Grande realizam uma ação educativa na Vila Morena, nos altos da Avenida Afonso Pena, para orientar a população sobre o uso.
O evento funciona como uma “escola” para ensinar os interessados a utilizar os patinetes com instrutores e para repassar as regras de trânsito.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








