Uma nova reunião para debater o reajuste salarial de professores da Reme (Rede Municipal de Educação), em Campo Grande, ocorreu nesta quarta-feira (1°). Na ocasião, a categoria optou por não aceitar o pagamento parcelado, como já havia sido proposto em encontros anteriores.
A proposta de reajuste de 3,4% já havia sido recusada na última semana, por profissionais representados pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública). A categoria decidiu manter a reivindicação pelo índice de 5,4%, percentual que corresponde à atualização do Piso Nacional do Magistério.
Mais uma vez, o presidente da ACP Gilvano Bronzoni reforçou a decisão do grupo. Ele afirma que é importante planejar o futuro de Campo Grande e isso pode começar por meio da educação.
“A categoria já repactuou no ano passado com o ano anterior. A categoria já tem sua posição, que é ter a reposição no alto piso e o cumprimento das outras parcelas vindouras até o ano de 2030 da lei do piso 100%. Então, a posição da categoria já está colocada”, destaca.
Além disso, Bronzoni comenta que a proposta de parcelamento não é viável à classe. “Não dá mais para a gente falar de parcelamento para frente, ficar esperando”.
Nova reunião
Uma nova reunião com a Prefeitura de Campo Grande deve ocorrer nesta sexta-feira (3), às 14h, no plenário do gabinete. Conforme o presidente, os profissionais voltam a se reunir em assembleia após o encontro para decidir os próximos passos.
“De toda forma nós teremos uma assembleia para decidir isso. Se a proposta da prefeitura não for satisfatória, todos os professores que têm participado das assembleias, e isso é 100% dos professores que têm participado da assembleia, têm tido o mesmo posicionamento prévio. E aí a gente se coloca assim, não é uma exigência, é o cumprimento de uma coisa que já foi parcelada”, afirma.
Bronzoni destaca que a decisão cabe a assembleia e, dificilmente, a categoria decidirá por não paralisar. Assim, ele explica que, caso a decisão não seja favorável, uma greve pode ocorrer.
“É uma coisa que, por exemplo, a direção do sindicato, nem o próprio professor torce, nem a comunidade de Campo Grande. A sociedade não merece o interrompimento das aulas, mas, na questão da negativa, eu acho muito difícil a categoria não ir por esse caminho.”
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