A Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande opera atualmente com mais de 300 funcionários afastados por sobrecarga de trabalho. Nesta quarta-feira (8), os trabalhadores fazem paralisação por conta do atraso dos salários.
Segundo o presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana, a constante superlotação da unidade contribui para esse cenário.
“Tem vários profissionais que pediram demissão; alguns trabalhadores já sinalizaram solicitar a rescisão indireta. O sindicato tem informado os órgãos competentes, a Santa Casa, o Conselho Regional de Enfermagem”, relatou.
Leitora do Jornal Midiamax, uma funcionária pediu demissão por conta dessa situação. Ela quer sair do hospital por cansaço, após atuar em um setor que já perdeu dez trabalhadores por motivos semelhantes.
“Estamos com muita falta de funcionários; estamos dobrando para cobrir a falta de funcionários nos setores”, conta.
Santana explicou que a direção da Santa Casa responde sempre que trabalha com déficit financeiro, principalmente por conta dos repasses públicos.
“Infelizmente, sempre existe na discussão da Santa Casa que o recurso que entra é suficiente, e vira aquela briga entre Estado, município e Santa Casa. E as coisas não se resolvem”, lamenta o sindicalista.
A paralisação desta quarta afetou 10% dos serviços. Funcionários contam que os atrasos acontecem desde janeiro. A Santa Casa aguarda as verbas públicas para quitar a folha.
Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que já foram feitos os pagamentos do município e do Estado e aguarda o repasse federal para direcionar o recurso ao hospital.
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(Revisão: Nichole Munaro)









