Caio Vinicius de Oliveira, de 15 anos, morreu na quinta-feira (25), um dia após ser atendido em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no interior de São Paulo. Conforme o laudo médico, a morte teria ocorrido devido a uma torção intestinal.
A condição acontece quando uma parte do intestino gira em torno de si mesma, de acordo com o portal UOL. Assim, o órgão bloqueia a passagem do conteúdo intestinal, podendo interromper o fluxo de sangue para a região afetada.
O adolescente teria passado mal na madrugada de quarta-feira (24), apresentando quadro de vômito e dor de barriga. Familiares levaram Caio à UPA da Vila Prado, em São Carlos, onde ele recebeu medicação na veia, permaneceu cerca de duas horas em observação e teve alta.
No dia seguinte, contudo, o jovem voltou a passar mal, relatando tontura, dor no peito e dificuldade para respirar, antes de perder a consciência.
Equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestou atendimento e tentou reanimar o adolescente, mas Caio não respondeu ao procedimento. Um médico da Unidade de Suporte Avançado confirmou a morte.
Acusação de negligência
Conforme o UOL, o atendimento teria registrado o óbito como “morte natural”, mas os familiares alegam que houve negligência no atendimento prestado pela UPA e pelo Samu. Em rede social, Caroliny Oliveira, irmã de Caio, afirma que o irmão “estaria vivo” se não tivesse havido “negligência médica extrema” durante o atendimento.
A Polícia Civil registrou a ocorrência como “morte suspeita” e aguarda a conclusão dos laudos periciais para dar sequência ao inquérito. O enterro de Caio ocorreu no Cemitério Municipal Santo Antônio de Pádua, em São Carlos, na sexta-feira (26).
Investigação
Perante a situação, a Prefeitura de São Carlos abrirá investigação administrativa. A Secretaria Municipal de Saúde informou que vai apurar o ocorrido.
Em nota, a prefeitura afirmou que a torção intestinal é uma condição rara, com sintomas iniciais que podem ser pouco específicos. Assim, caso identifique irregularidades no atendimento, haverá adoção de medidas administrativas.
“Para garantir uma avaliação técnica, isenta e fundamentada, a Secretaria Municipal de Saúde instaurará procedimento administrativo para analisar o atendimento realizado, incluindo a revisão do prontuário médico, dos protocolos adotados e de toda a documentação pertinente. Caso sejam identificadas falhas ou inconformidades, as medidas administrativas cabíveis serão adotadas”, informa trecho do comunicado.
*Com informações do UOL.
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(Revisão: Nichole Munaro)





