O custo da cesta básica voltou a subir em Campo Grande no mês de junho. Levantamento do Dieese, divulgado nesta quarta-feira (8), aponta que o conjunto dos alimentos básicos passou a custar R$ 846,06, alta de 0,58% em relação a maio. No acumulado de 2026, a elevação chega a 9,04%, enquanto nos últimos 12 meses o aumento é de 6,69%.
Com o resultado, Campo Grande registra a sexta cesta básica mais cara do país entre as 27 capitais pesquisadas, ficando atrás apenas de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre.
Segundo a pesquisa, cinco dos 13 produtos pesquisados tiveram aumento de preço em junho. A maior alta foi da batata (10,88%), seguida pela banana (3,27%), feijão-carioca (2,71%), tomate (2,21%) e pão francês (1,34%). Em contrapartida, oito itens ficaram mais baratos: leite integral (-3,17%), óleo de soja (-3,01%), arroz-agulhinha (-2,20%), carne bovina de primeira (-1,46%), farinha de trigo (-1,15%), açúcar cristal (-0,97%), manteiga (-0,78%) e café em pó (-0,39%).
No acumulado dos últimos 12 meses, os maiores aumentos em Campo Grande foram registrados no feijão-carioca (48,84%), na batata (45,28%) e no tomate (24,66%). Já os produtos que mais recuaram no período foram açúcar cristal (-24,88%), arroz-agulhinha (-18,20%) e café em pó (-15,30%).
A pesquisa também mostra o impacto da alimentação no orçamento das famílias. Para comprar a cesta básica em junho, um trabalhador de Campo Grande remunerado com o salário mínimo precisou trabalhar 114 horas e 50 minutos, comprometendo 56,43% da renda líquida, já descontada a contribuição para a Previdência Social.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










