O Catar e Marrocos estão entre as seis federações nacionais de futebol árabes que manifestaram apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, nesta quinta-feira (13). O apoio foi manifestado pelo presidente de cada federação, em um momento que a Fifa atravessa uma crise após o fracasso de um plano de investimento privado.
Em nota, as federações nacionais do futebol árabe comunicaram que “reconhecem o importante papel do futebol árabe na união das pessoas e no fortalecimento da cooperação entre as federações de futebol… expressamos nosso total apoio ao sr.Gianni Infantino”.
As federações reafirmaram, ainda, sua confiança no atual presidente, dizendo que ele tem “compromisso contínuo com o desenvolvimento do futebol em todo o mundo”.
A nota foi assinada pelo xeque Hamad bin Khalifa Al Thani, presidente da federação nacional do Catar, assim como pelo presidente da federação de futebol do Egito, Hany Abo Rida, e também pelos presidentes das federações do Líbano, Sudão, Marrocos e Mauritânia.
Vale ressaltar que quatro dos seis signatários são membros do Conselho da Fifa. Algumas dessas federações são membros da Confederação Asiática de Futebol, que já havia manifestado decepção quando o plano de investimento privado foi anunciado. Catar foi sede da Copa do Mundo de 2022 e Marrocos receberá a competição em 2030 com Portugal e Espanha.
Crise e falta de apoio
O atual presidente da Fifa vem enfrentando uma revolta aberta após três confederações, Uefa, AFC e Concacaf, criticarem sua conduta e exigirem a renúncia por parte de Infantino.
A situação começou após o dirigente anunciar sua proposta de separar os direitos comerciais da Copa do Mundo e vender 20% a investidores privados para arrecadar cerca de U$ 4,2 bilhões (R$ 24,8 bilhões). O plano causou alvoroço entre as federações e Infantino foi obrigado a abandoná-lo.
Nesta quinta-feira (13), a Irlanda também se juntou ao grupo de países que retiraram seu apoio ao presidente. Em comunicado, a federação informou que revogava a carta de apoio a Infantino enviada no início do ano e que os recentes eventos deixavam “preocupações significativas em relação a governança, transparência e falta de consultas significativas”.
A Fifa pediu desculpas às suas 211 federações-membro pelos erros na condução da proposta após uma reunião de emergência no Marrocos na última semana. A instituição afirma que sua liderança tem total apoio a Infantino.
*Com informações da Agência Brasil







