Um dos embaixadores da comida pantaneira, o chef Paulo Machado viajou a mais de 60 países durante expedição gastronômica, na qual apresentou a gastronomia de Mato Grosso do Sul. Ele conta ao Jornal Midiamax que nova-iorquinos se surpreenderam com o drink de tereré e que estrangeiros consideraram o bom e tradicional arroz com feijão, acompanhado de carne, uma combinação harmônica e leve, deixando-os admirados com a comida brasileira.
Paulo Machado já foi ao Líbano, Quênia, Panamá e Letônia, mas confessa que uma das experiências mais marcantes aconteceu em Nova York, em uma galeria de arte em Manhattan.
“Ao final de uma aula sobre cozinha pantaneira, encerrei a noite servindo um drink de tereré, preparado com erva-mate, limão, açúcar e um toque de cachaça. Foi uma forma de apresentar o espírito pantaneiro e surpreendeu a todos”, contou.
A gastronomia regional tem ultrapassado fronteiras com as viagens de Paulo Machado e conquistado não só os estadunidenses, mas também os romanos, quenianos e chineses, além de tantas outras nacionalidades.
Sobre a Quênia, país localizado no leste da África, o chef revela que os quenianos se encantaram com o batidinho de quiabo e com os preparos de mandioca, os quais chamaram atenção e criaram uma conexão imediata entre as cozinhas de Mato Grosso do Sul e da África Oriental.
Por outro lado, na península itálica, ele revela que, em Roma, o prato queridinho da vez foi o macarrão de comitiva, que surpreendeu os habitantes da cidade por sua potência de sabor e simplicidade. Sem falar no arroz carreteiro, que fez um baita sucesso entre a nação populosa da China.
Paulo também relembrou sua ida a Pequim e a Londres, países onde preparou sashimi de piloteiro e a tradicional maionese da avó Zizi, uma receita de família que despertou muitas conversas sobre memória afetiva.
Ao todo, Paulo Machado conta que as reações são diversas e, no geral, a gastronomia regional tem se saído muito bem em viagens pelo mundo afora.
Gastronomia de MS conquista estrangeiros por leveza e harmonia
No entanto, entre as opiniões dos gringos, o chef destacou o que mais lhe surpreendeu. Segundo ele, os estrangeiros consideram o tradicional feijão com arroz, acompanhado de carne e farofa — um prato leve e muito equilibrado.
“Eles ficam fascinados com a harmonia entre o caldo do feijão, a farofa, o arroz e a carne, percebendo como cada elemento complementa o outro. Essa combinação desperta muito interesse e costuma ser uma das experiências mais marcantes para quem prova a nossa gastronomia pela primeira vez”, revelou.
Segundo o culinarista, a cozinha é exatamente isso: uma conversa permanente entre tradição e descoberta. E viajar, para Paulo, é uma oportunidade de valorizar ainda mais os ingredientes regionais.
“Quanto mais viajamos, mais entendemos que preservar nossas raízes não significa fechar as portas para o mundo, mas sim trazer novas referências para valorizar ainda mais aquilo que é nosso”, afirmou.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)














