Entre terça (11) e quarta-feira (12), um verdadeiro “desfile de planetas” poderá ser visto a olho nu em Mato Grosso do Sul, caso as condições meteorológicas favoreçam. Júpiter, Mercúrio, Marte, Urano, Saturno e Netuno irão se alinhar visualmente no céu noturno e matutino.
A recomendação é iniciar a observação cerca de uma hora antes do nascer do sol, conforme o aplicativo Star Walk. Algumas regiões terão melhores condições de observação à medida que os planetas ganham altura no céu.
Marte e Saturno serão mais fáceis de visualizar nas latitudes do hemisfério sul. Embora o alinhamento seja relativamente espaçado, os planetas ainda estarão próximos o suficiente para parecerem alinhados a olho nu ou com o auxílio de binóculos.
De acordo com a plataforma, os observadores devem direcionar o olhar para o horizonte nordeste no hemisfério sul. O ideal é utilizar aplicativos de astronomia para localizar os planetas conforme a posição exata do observador e conferir o melhor horário para a observação.
Difíceis de observar
Mercúrio e Júpiter serão os mais difíceis de visualizar, pois estarão baixos no horizonte durante o crepúsculo. Para observar Urano, recomenda-se o uso de binóculos, enquanto Netuno só poderá ser visto com telescópio.
Apesar de não integrar o alinhamento, Vênus continuará visível até setembro, brilhando intensamente no horizonte oeste, logo após o pôr do sol, como o astro mais brilhante da noite. O planeta poderá ser visto facilmente a olho nu.
Conforme a plataforma, o melhor horário de observação em Mato Grosso do Sul varia das 5h30 às 6h30. Olhe antes do nascer do Sol ao longo da eclíptica, a linha imaginária no céu por onde o Sol, a Lua e os planetas parecem se deslocar. Os planetas se estenderão do horizonte leste em direção à região noroeste no hemisfério sul.
Chuva de meteoros
As Perseidas, uma das chuvas de meteoros mais aguardadas do ano, atingem o pico entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira (13). O fenômeno ocorre porque a Terra atravessa os detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle, que passou próximo ao planeta pela última vez em 1992.
Segundo o Observatório Nacional, os astrônomos Lewis Swift e Horace Tuttle descobriram, de forma independente, o cometa em 1862. Durante sua última passagem, em 1992, ele apresentou brilho muito fraco e não pôde ser observado a olho nu. A próxima aproximação da Terra está prevista para 2126, quando poderá ser visível sem equipamentos.
O radiante — ponto de onde os meteoros parecem surgir — está localizado na constelação de Perseu. Apesar disso, a constelação não é a origem dos meteoros, apenas a direção aparente de onde eles irradiam.
Eclipse solar
Haverá um eclipse solar total na quarta-feira. No entanto, o fenômeno não será visto de nenhuma parte do Brasil, nem mesmo de forma parcial.
A ausência do próximo eclipse solar nos céus brasileiros ocorre por motivos puramente geométricos. A sombra da Lua estará voltada para o hemisfério norte, cobrindo uma faixa que passa por regiões da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal.
Contudo, o Observatório Nacional irá transmitir a observação do eclipse no programa “O Céu em sua Casa”. Este evento virtual será realizado em parceria com astrônomos amadores e profissionais do programa e com o Time And Date, organização internacional que fornece serviços relacionados ao tempo, clima, fenômenos astronômicos e fusos horários.
A transmissão acontece a partir das 11h (horário de Mato Grosso do Sul), pelo canal do Observatório Nacional no YouTube.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










