A nova aparição de uma arara mutante esta semana, em Mato Grosso do Sul, gerou especulações sobre qual seria a anomalia genética responsável por alterar a coloração natural de suas penas. Albinismo, leucismo, flavismo e até vitiligo estiveram entre as dúvidas dos sul-mato-grossenses curiosos para saberem a origem exata da mutação, mas, por ora, esta é uma pergunta que nem a ciência consegue responder.
Até agora, o que se sabe sobre este exemplar que vive em uma região a 70 quilômetros de Campo Grande (MS)? A resposta é: nada.
Dois anos depois, desde que a arara raríssima foi avistada pela primeira vez na mesma localidade, a ave não passou por nenhum exame e sequer foi estudada. Continua livre na natureza, esbanjando sua beleza e impressionando pela anomalia não detectada, apenas especulada.
Quando o primeiro avistamento foi registrado, no início de 2024, o Jornal Midiamax conversou com o Instituto Arara Azul, que desenvolve projetos de pesquisa, educação e conservação ambiental com essas aves para entender um pouco mais sobre o animal.
Na época, Neiva Guedes, bióloga e presidente da ONG sediada em Campo Grande (MS), optou por não cravar achismos e disse que apenas exames poderiam constatar a condição da arara. Para tanto, ela precisaria ser capturada – missão nem tão simples assim.
Mas o tempo passou, nada mudou e o animal segue intrigando seres humanos quando flagrado por aí. “Sem fazer uma análise mais detalhada, inclusive com coleta de material para exames laboratoriais e genéticos, fica difícil afirmar o que é exatamente”, reforça Neiva em nova declaração ao Jornal Midiamax.
“Podemos dizer que esse indivíduo deve estar expressando algum resultado de mutação genética, a qual pode ter origem por diferentes fatores. Temos visto alguns relatos e imagens de indivíduos pontuais… mas, infelizmente, não conseguimos acompanhar e fazer essas análises mais detalhadas e também coleta de material para exames genéticos”, detalha a bióloga.
No entanto, ao observar as imagens realizadas esta semana, Neiva tem um palpite. “Pelas fotos, esse indivíduo parece que expressa leucismo. Mas tem que considerar tudo que disse acima. Sem exames detalhados não dá para afirmar”, finaliza.
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