A elefanta Baby apresentou alterações de saúde identificadas em exames recentes. A fêmea de 34 anos, que atravessa Mato Grosso do Sul a caminho do Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso, deverá passar por novos exames e tratamentos após chegar ao destino.
As informações foram divulgadas pelo veterinário Mateus Bianchini, que acompanha a equipe responsável pelo transporte do animal. Por volta das 15h, Baby e a equipe fizeram uma parada de aproximadamente 30 minutos para descanso em Jaraguari.
Segundo o veterinário, o parque Beto Carreiro World, em Santa Catarina, colaborou com os resultados dos exames, que apontaram a presença de sangue nas fezes, o que pode indicar úlceras ou outros problemas gastrointestinais. Além disso, algumas alterações já eram esperadas, por serem comuns em animais que passaram anos em cativeiro, zoológicos, circos ou parques.
“Houve algumas mudanças recentes nos resultados dos exames que precisaremos monitorar e, assim como aconteceu com as outras meninas, um plano de cuidados será elaborado especificamente para ela. Ela também apresenta alguns problemas nas patas, tanto nas traseiras quanto nas dianteiras, sendo o mais significativo na pata traseira direita.”
“Suas patas estão longe de ser as piores que já vimos, mas elas escondem muita coisa abaixo da superfície. Ela continua indo bem na estrada e manteremos vocês informados.”
Trajeto por MS
O transporte conta com o apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e da concessionária da BR-163, a Motiva Pantanal. O acompanhamento no Estado terá início com a equipe da Delegacia da PRF em Bataguassu, que realizará o apoio desde a região de Presidente Epitácio (SP). A partir desse ponto, haverá integração com a Polícia Militar, que auxiliará no deslocamento pela MS-040.
Na sequência, a Delegacia da PRF em Campo Grande ficará responsável pelo acompanhamento do trecho até a região entre São Gabriel do Oeste e Jaraguari. Posteriormente, a equipe da Delegacia da PRF em Coxim assumirá a operação até a divisa com Mato Grosso.
Morte de Kenya e Pupy
Em dezembro de 2025, as elefantas africanas Pupy e Kenya, que haviam sido libertadas de cativeiros na Argentina, morreram. As duas foram transportadas, com alguns meses de diferença, em contêineres monitorados e também passaram por Campo Grande.
Kenya tinha 44 anos quando chegou ao Santuário de Elefantes, em julho daquele ano. Já Pupy tinha 53 anos e passou a viver no local a partir de abril. Assim que chegaram ao novo lar, brasileiros e argentinos comemoraram a mudança. “Pelo olhar, já se vê que ela está feliz”, diziam comentários feitos na época.
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