Que campo-grandense ama uma feira, isso não é novidade. E, indo na contramão de quem pensou que o friozinho deste domingo (6) espantaria os entusiastas, a Feira Borogodó encheu, animando os feirantes que começaram a montar suas barracas ainda no início da manhã.
A desenhista e caricaturista Tieko Saka é estreante na feira. Fã desse tipo de evento, decidiu deixar de frequentar o espaço apenas como visitante e expor seu trabalho por ali também. Em 15 minutinhos, ela consegue criar caricaturas de famílias, pets e casais, por exemplo. Apesar do clima adverso, as expectativas para a feira são as melhores.
“Hoje é dia de muita alegria. Acho que só a chuva afasta o campo-grandense, mas um friozinho assim, nada; coloca um casaco e vem, está maravilhoso. Não acho que o movimento esteja fraco; acho que a feira está bem movimentada, está bem bacana, com muitas atrações culturais e muitos expositores”, afirma.
Neste domingo, os expositores apostam nas raízes sul-mato-grossenses, temática que Tieko também gosta de trazer em seus trabalhos. Nas telas, ela exalta as cores e belezas que só a fauna e a flora de Mato Grosso do Sul têm.
“Eu trago um pouco da flora pantaneira, porque eu acho que a gente tem que trazer as cores, a beleza do Pantanal. Eu faço pinturas em tela também, além das caricaturas, e eu gosto muito de abordar esse tema, trazer a nossa fauna e a nossa flora, com muitas cores, vibração, energia, e essa alegria, que é o que eu gosto de passar na minha arte”, acrescenta.

A psicóloga aposentada Márcia aproveitou o domingo mais fresco para conhecer a feira a convite da neta. Para ela, esta é uma ótima oportunidade de passar um tempo de qualidade com a família e exaltar os trabalhos dos artistas do Estado.
“É muito bom esse momento em família. A gente tem que estar sempre junto e curtir. É minha primeira vez aqui, mas pretendo voltar, com certeza. Muito bom!”, afirma.
E não são apenas os campo-grandenses que aproveitam. Artistas do interior de Mato Grosso do Sul também aproveitam para vender seus trabalhos. É o caso do artesão Everton Rezende, que veio de Rio Verde de Mato Grosso para expor os vasos artesanais para plantas.
“É um estilo de mercadoria esmaltada. Estamos há um ano mexendo com os vasos. Participamos de algumas feiras de Campo Grande, e essa é uma delas. O movimento começou fraco, mas acredito que vai ser bom, porque tem várias atrações aqui. Geralmente essa feira dá muito movimento!”, afirma.
Sobre o tema sul-mato-grossense acolhido pela feira neste domingo, Everton afirma ter orgulho de poder representar a região por meio de sua arte. É graças a trabalhos assim que hoje, muitos desejam conhecer uma parte do mapa que antes era ‘esquecida’.
“Lá para a década de 70, os pantaneiros eram chamados de caipiras. Hoje não; hoje o mundo inteiro quer conhecer o Pantanal e os pantaneiros. Então eu sinto muito orgulho de representar essa cultura, de poder trazer para mostrar para as pessoas como funciona a nossa cultura do Pantanal”, frisa.





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