O engenheiro Mário Cesar Junqueira de Oliveira, de 37 anos, se prepara há dias para registrar o eclipse lunar, que ocorreu na madrugada de quinta-feira (27) para sexta-feira (28). As imagens foram feitas na zona rural de Três Lagoas, cidade a 323 km de Campo Grande, às margens do Rio Sucuriú.
“Felizmente, na noite do eclipse, o céu apresentava poucas nuvens, com boas janelas para observação e para os registros fotográficos”, relatou. Mário destacou que foi até o local para conseguir um ambiente “favorável” para acompanhar o fenômeno astronômico.
O eclipse conhecido como “Lua de Sangue” não foi total. Cerca de 96,2% da Lua foi coberta pela sombra da Terra. Porém, para Mário, o fenômeno foi muito próximo a um completo.
“No auge do fenômeno, praticamente toda a Lua estava mergulhada na sombra da Terra, restando apenas uma pequena faixa intensamente iluminada”, disse.
Para os registros, o engenheiro utilizou uma câmera profissional e um tripé, captando diversos momentos do eclipse, das 23h30 à 1h. “Desde o avanço da sombra da Terra sobre a superfície lunar até as proximidades de sua fase máxima”, explicou. O auge do evento foi à 0h12.

Próximos eclipses
Mário afirmou que se preparou para o momento raro, que só acontecerá novamente em 2029. “Foi uma oportunidade especial também porque fenômenos dessa magnitude não são tão frequentes”, disse.
O próximo eclipse lunar parcial visível no Brasil ocorrerá entre 11 e 12 de janeiro de 2028, porém apenas 2,4% da Lua ficará coberta pela sombra terrestre. A oportunidade mais próxima semelhante à desta quinta-feira (27) será em junho de 2029.
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(Revisão: Nichole Munaro)








