O Bioparque Pantanal ganhou novos moradores. A novidade foi divulgada nesta quinta-feira (2), nas redes sociais do maior aquário de água doce do mundo. Os primeiros embriões de axolotes, conhecidos como salamandras mexicanas ou “mostrinho aquático”, já podem ser observados e estão sendo acompanhados pela equipe técnica.
Segundo a diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, a desova ocorreu no dia 22 de junho. Ainda não é possível precisar o número exato de ovos, mas os embriões já são visíveis.
Os filhotes de axolote não ficarão em exposição ao público. Neste primeiro momento, permanecerão no Centro de Conservação do Bioparque, onde serão monitorados e estudados.
Além disso, alguns exemplares poderão ser destinados a instituições especializadas em conservação, como ocorreu com os 22 axolotes transferidos anteriormente para o Aquário Marinho do Rio de Janeiro.
Conservação e pesquisa
A reprodução dos axolotes vai além de um momento de celebração. Ela integra o trabalho de conservação da espécie e os estudos de ontogenia, área da ciência que acompanha o desenvolvimento dos seres vivos desde o início da vida até a fase adulta.
Os axolotes são classificados como criticamente ameaçados de extinção pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). O nome do animal tem origem na mitologia asteca e significa “monstro que vive na água”.
Mesmo na fase adulta, a espécie mede entre 20 e 30 centímetros, já que não completa a metamorfose durante o desenvolvimento, característica conhecida como neotenia.
Outra curiosidade é sua extraordinária capacidade de regeneração: os axolotes conseguem reconstruir partes do corpo, como cauda, membros e até olhos. A fêmea pode colocar entre 200 e 400 ovos por ciclo reprodutivo, que levam de 10 a 14 dias para eclodir. A expectativa de vida da espécie é de cerca de 10 anos.
Superpoder
As salamandras mexicanas poderão ajudar no combate ao câncer de mama em um futuro muito próximo. Isso porque um novo estudo revelou que o muco presente na pele desses animais pode matar células de câncer de mama de forma seletiva.
Também conhecidos como monstrinhos mexicanos, os axolotes estão entre as principais atrações do ponto turístico de Mato Grosso do Sul e encantam a criançada, que faz associação direta a personagens adorados do filme “Como Treinar Seu Dragão”.
Não nativos do Brasil, eles têm aparência selvagem e são famosos pela capacidade de regenerar seus membros. Agora, cientistas descobriram que esses bichinhos contam com mais um superpoder: o de destruir bactérias resistentes a alguns antibióticos e, principalmente, de aniquilar seletivamente células de câncer de mama.
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(Revisão: Nichole Munaro)










