A aventura do comandante sul-mato-grossense Mário Jorge, a bordo de um avião monomotor Bonanza F33A, apelidado carinhosamente de ‘Brasileirinho’, acaba de ganhar mais um capítulo, dessa vez na Groenlândia. Em suas redes sociais, o aventureiro compartilhou registros “surreais” ao sobrevoar o país durante este fim de semana.
As imagens aéreas mostram uma extensa paisagem montanhosa coberta por neve e gelo. As imagens também mostram uma grande área de água parcialmente coberta por blocos de gelo e uma cadeia de montanhas com picos cobertos de neve. Conforme o piloto, este foi um dos melhores voos que ele teve a oportunidade de fazer na vida. “Que voo incrível, eu nunca fiz um voo assim na minha vida inteira, surreal”, expressou.
No local, Mário Jorge ainda aproveitou para fazer amizades e convidou um jovem morador local, que nunca havia voado na vida, para dar um passeio a bordo do Brasileirinho. Durante o voo, a dupla encontrou, ainda, uma piscina natural parcialmente coberta por pequenos blocos de gelo.
Durante a estadia no país, o piloto aproveitou, ainda, para conhecer o pequeno e remoto povoado de Kulusuk, localizado na ilha de mesmo nome, no município de Sermersooq, localizado ao sudeste da Groenlândia. O povoado possui cerca de 200 habitantes.
“O tio do menino que eu levei pra voar vai vir me buscar pra gente sair pra pescar aqui na Groenlândia. Eu não faço ideia o tipo de pesca, o que eles pescam, como, mas que eles são profissionais, porque é disso que eles vivem, de peixe, literalmente, em quase toda a Groenlândia [a atividade comercial é a pescaria]”, comenta o piloto.
De Campo Grande para o mundo
Mário Jorge saiu de Campo Grande, no dia 20 de julho, com a intenção de dar a volta ao mundo a bordo do Brasileirinho. Segundo o itinerário de Mário Jorge, que envolve lugares como o Alasca, a Groenlândia e a Ásia, o primeiro lugar a ser visitado após decolar de Campo Grande será Blumenau.
“Partiremos de Campo Grande com destino ao sul, passando por Blumenau e Itapema. Em seguida, seguiremos para o interior de São Paulo, rumo ao Rio de Janeiro, para então percorrer todo o litoral brasileiro até o Ceará, com uma parada em Fortaleza para conhecer os pontos turísticos locais. Por fim, ingressaremos no continente em direção a Boa Vista, em Roraima, ponto de nossa saída definitiva do território nacional”, comentou na época em que deixou a Capital.

Dentre os lugares a serem visitados, o comandante aquidauanense compartilha que o destino de maior interesse é o Alasca. “Tenho algum conhecimento sobre a Austrália, a Ásia e a África, mas a área que compreende Japão, China, Coreia do Sul, Rússia e o próprio Alasca é desconhecida para mim. Dentre esses, o Alasca é o que mais desperta meu interesse; sempre tive o desejo de conhecê-lo”, revelou.
Conforme o piloto, a distância total da volta ao mundo gira em torno de 40 mil quilômetros. Se voar sem imprevistos, daria para completar o roteiro entre 35 e 50 dias, considerando o local de início da viagem. Na prática, pode levar até seis meses, por conta do clima, da manutenção e das autorizações de voo de cada país.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









