O gato mais rabugento e amado da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Bartholomeu Joaquim, foi adotado e agora passa a reinar em um novo lar.
A informação sobre a adoção do reitor felino da instituição foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Grupo Proteção Felina, que há anos se dedica a cuidar dos gatos abandonados no campus da Cidade Universitária.
Nos comentários da publicação, professores e alunos manifestaram alegria pela conquista do Barthô e deixaram mensagens de afeto ao gatinho, que marcou a vida de quem diariamente passava pelo corredor central da universidade.
“Não sei vcs, mas chorei horrores! Que linda despedida! Sentiremos muita saudade, mas se é pra vc estar mais seguro, ficamos felizes com sua mudança de ares. Amamos muito vc, nosso reitor preferido Obrigada a todos os corações cheios de amor que cuidaram e deram muito carinho para o Bartho. Parabéns ao @protecaofelina.ufms pela linda homenagem e pela incansável busca pelo bem estar dos gatinhos UFMS. Parabéns a linda alma que o adotou”, escreveu a professora Daniella Antunes, uma das idealizadoras do projeto.
“Um dos idosos mais chatos da faculdade, mas também um dos mais queridos. Vou sentir falta de ficar andando atrás dele e vendo seu tic-tac. Vamos sentir muitas saudades, mas muito bom saber que nosso reizinho vai ter um reinado só dele, mesmo depois de se aposentar. E que mais gatinhos sejam adotados.”, desejou um aluno.
De personalidade forte, Bartholomeu dominava a área. Não chegava a ser um gato arisco, mas ai de quem o incomodasse. Quem perturbasse seu sagrado sono levava uma mordidinha de aviso: não perturbe. Se ele queria subir na mesa, nos carros do estacionamento, ou deitar largado no meio do corredor, ninguém era digno de proibir.
Para quem vê assim, de fora, pode parecer que ele sempre foi muito mimado, mas a verdade é que o “mimo” só veio com o amor da comunidade acadêmica. Antes disso, Bartholomeu sofreu a dor do abandono e da negligência.
Na publicação de despedida, o Proteção Felina conta a trajetória de Barthô na UFMS. Abandonado já adulto no campus, em 2015, o gato foi castrado no mesmo ano. Em 2017, quebrou o rabinho e ficou internado por cinco dias. Em 2020, desenvolveu um fecaloma e passou por cirurgia. Precisou usar fraldas e, desde então, toma medicação diária.
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(Revisão: Nichole Munaro)









