O torcedor brasileiro virou piada nesta edição da Copa do Mundo. Toda seleção que ganha o apoio declarado do Brasil acaba eliminada logo depois. A teoria, batizada nas redes de “efeito Brasil”, tomou conta do X (antigo Twitter) nos últimos dias e transformou o brasileiro no grande vilão dos resultados do Mundial de 2026.
O pé-frio da Copa
A ideia de que torcer pode “azarar” um time não é nova. Desde a Copa de 2010, Mick Jagger carrega a fama internacional de pé-frio por ver eliminada cada seleção que apoiava abertamente nas arquibancadas. O episódio mais lembrado pelo torcedor brasileiro aconteceu em 2014, quando o vocalista dos Rolling Stones esteve no Mineirão apoiando o Brasil na semifinal contra a Alemanha. O jogo terminou com o traumático resultado de 7 a 1.
No Mundial deste ano, o posto de “Mick Jagger” teve um sucessor. Parte da imprensa esportiva apontava o influenciador americano iShowSpeed como o responsável por uma sequência de eliminações, que incluiu Cabo Verde, Costa do Marfim, Brasil e Portugal, todas acompanhadas por ele nos estádios. Só que, segundo os próprios brasileiros, esse posto tem, na verdade, outro dono, e é a nação brasileira.
Retrospecto da torcida não é nada bom
Nas redes, torcedores listaram o retrospecto da própria torcida ao longo da Copa. Lá se foram Cabo Verde, Paraguai, Brasil, Egito, Noruega e a última vítima da lista, Suíça.
No último sábado (11), enquanto parte da torcida brasileira declarava apoio à equipe suíça só para tentar eliminar a Argentina nas quartas de final, o resultado foi o oposto do planejado. A Argentina venceu e avançou para a semifinal da Copa do Mundo 2026. O resultado botou uma pulga atrás da orelha do torcedor brasileiro. Será que o “azar” realmente persegue quem o Brasil torce?
‘Tem que torcer de verdade’
Mas então é só torcer a favor dos rivais? Segundo a teoria, uma cláusula importante é que “não vale fingir”. Circula nas redes o aviso de que quem pensa em torcer para a Argentina só para “zikar” os hermanos está perdendo tempo. Para o efeito funcionar, é preciso torcer de verdade, sem segundas intenções.
O maior adversário do hexa é o próprio torcedor
Pentacampeã e em busca do hexa há mais de duas décadas, a Seleção Brasileira nunca deixou de reunir milhões de vozes gritando por ela a cada Copa. Mas é justamente aí que mora o problema. Para os defensores da tese do “efeito Brasil”, o Brasil só não é hexacampeão porque o próprio torcedor nunca parou de torcer para si mesmo, alimentando o “efeito pé-frio”. A conclusão, repetida à exaustão nas redes sociais, é sempre a mesma: o maior obstáculo entre o Brasil e o hexa é a própria torcida.
Sem nenhuma base estatística ou comprovação científica, a brincadeira segue rendendo memes a cada rodada eliminatória. Resta ao torcedor brasileiro decidir se vai arriscar o próximo alvo do “efeito Brasil” ou parar de torcer até o fim da Copa do Mundo.
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(Revisão: Nichole Munaro)








