Em Tóquio, o calor extremo tem feito produtores rurais adaptarem suas rotinas. Para escapar das temperaturas cada vez mais altas, os agricultores têm iniciado seus trabalhos após o pôr do sol.
Localizada na capital do Japão, a estufa de Motoaki Likima brilha como uma lanterna durante a noite. Sob luz artificial, o produtor de 36 anos colhe gérberas cor-de-rosa e laranja durante a madrugada.
A troca de turno ocorreu quando o trabalho passou a representar um risco à vida se realizado durante o dia, quando as ondas de calor estão cada vez mais intensas e afetam os trabalhadores.
Nas estufas de Iijima, cidade na província de Nagano, as temperaturas podem marcar mais de 40ºC. O calor escaldante chegou a afetar a saúde de um agricultor, que, há três anos, sofreu uma insolação enquanto colhia girassóis.
“Nos tornamos seres noturnos. Precisamos trabalhar contra o relógio”, destacou Miyoko Asada, de 68 anos, em reportagem.

Perigo para agricultores idosos
Cerca de 70% dos agricultores do país têm mais de 65 anos, tornando-se especialmente vulneráveis ao estresse térmico. Em 2024, 59 trabalhadores do setor agrícola morreram em consequência do calor extremo, mais do que o dobro do registrado em 2021.
Para driblar o calor, o país tem utilizado a tecnologia a seu favor. Em alguns casos, drones, robôs e outras tecnologias vêm sendo adotados para reduzir a necessidade de trabalho físico sob o sol.
*Com informações da DW Brasil.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)





