Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) identificou que 189 jornalistas foram mortos em todo o mundo entre os anos de 2024 e 2025, o meio número registrado desde o último desde o biênio 2014/2015, dez anos antes, quando houve 215 mortes.
Segundo o Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Perigo da Impunidade, divulgado pela Agência Brasil, a maioria das mortes, cerca de 127, ocorreram em países que fazem parte de zonas de conflito.
Outras 50 mortes ocorreram por meio de drones. Já mortes relacionadas a ataques a escritórios de veículos ou instalações que abrigavam jornalistas também foram registrados nessas áreas de conflito. Pelo menos 36 morreram nessa situação. Em um dos ataques, nove profissionais morreram de uma só vez.
Ainda conforme a Agência Brasil, a pesquisa ainda mostra que, em pelo menos 15 casos, há indícios de que os jornalistas tenham sido alvejados mesmo usando coletes identificadores, indicando serem profissionais de imprensa ou estando em carros identificados como sendo de jornalistas.
Fora de zonas de conflito são 62 casos registrados, o menor em 18 anos. Do total, 17 foram mortos em escritórios, na própria casa, em alguns casos junto com membros da família. Outros quatro morreram em ataques terroristas e sete foram mortos em manifestações.
O levantamento ainda identificou que 104 das mortes aconteceram enquanto os profissionais cobriam conflitos armados. Desse total, 38 falavam sobre política, 22 sobre atividades criminosas.
Dentre os 189 mortos, cinco tinham entre 15 e 24 anos e 20, entre 25 e 29 anos. Foram mortas 14 mulheres, o menor percentual desde o biênio 2012/2013. Treze dessas jornalistas foram mortas em países zonas de conflito.
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