Sobe para 750 o número de mortos pelas inundações devastadoras que atingem o Nepal e a região do Tibete, na China. Segundo dados divulgados por autoridades locais neste domingo (30), ao menos 3.044 pessoas seguem desaparecidas. Com o volume de chuva aumentando o nível dos rios, equipes de resgate tentam alcançar áreas mais elevadas para socorrer sobreviventes.
A operação de busca e salvamento enfrenta severas dificuldades e precisou ser interrompida diversas vezes desde a última sexta-feira (28). Além do mau tempo, há o risco iminente de novos transbordamentos decorrentes de um lago criado na fronteira entre os dois países. A represa natural formou-se na quarta-feira após o colapso de uma geleira, que provocou um grande deslizamento de lama e passou a verter água em direção aos rios nepaleses.
De acordo com estimativas da Cruz Vermelha, mais de 90 mil pessoas foram diretamente afetadas pela tragédia. O governo chinês atribuiu a intensidade do desastre aos impactos das mudanças climáticas.
Em conversa telefônica com o ministro das Relações Exteriores do Nepal, o chanceler chinês, Wang Yi, classificou o evento como o “desastre transfronteiriço mais grave” registrado entre as duas nações nos últimos anos. Segundo informações da emissora estatal CCTV, o diplomata destacou que o cenário impõe um nível inédito de complexidade aos trabalhos de resgate.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)







