O número de mortos subiu para 160 após uma avalanche repentina atingir a fronteira entre o Nepal e o Tibete nesta quarta-feira (26). Centenas continuam desaparecidos.
A polícia do Nepal informou que, até o momento, recuperou 157 corpos em sete localidades diferentes e 579 estão desaparecidos. Do lado do Tibete, três estão mortos e 265 estão desaparecidos.
A região conecta diversas cidades e vilas e abriga usinas hidrelétricas e um porto, além de um posto fronteiriço entre o Nepal e a China. O local é uma das principais portas de entrada e saída para quem viaja entre os dois países.
Segundo o Conselho de Turismo do Nepal, 384 viajantes que estão no país, sendo 341 estrangeiros, estão desaparecidos após a inundação. Ainda não se sabe se há brasileiros entre os desaparecidos.
Porto e vilas destruídos
Entre os locais mais afetados, está a região do porto e Gyirong, localizado na aldeia de Resuo, ao lado do território chinês. Vídeos de câmeras mostram a estrutura sendo completamente engolida pela avalanche.
O desastre também afetou o distrito de Rasuwa, no Nepal, com uma população de cerca de 50 mil habitantes. Outras imagens mostram dezenas de casas destruídas pela água, carros flutuando e uma ponte de metal sendo levada pela correnteza do Rio Trishuli. Um dos vídeos mostra passageiros dentro de um ônibus gritando ao ver a avalanche se aproximando.
Em Gyirong, um condado do Tibete, um deslizamento atingiu uma passagem de terra entre os dois países. Vários ficaram desaparecidos, entre eles, oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina.
O Exército nepalês disse ter resgatado 88 pessoas. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, disse que policiais e militares estão se unindo aos esforços de resgate.
*Com informações do G1.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









