A aeronave bimotor EMB-810D, prefixo PT-WYQ, que caiu nesta sexta-feira (3), passou por manutenção na quinta-feira (2). A queda do avião resultou na morte de duas pessoas, o piloto Henrique Martin e a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a aeronave passou por manutenção na quinta-feira e também realizou um voo-teste. A princípio, o avião estaria em condições de voar.
No entanto, nesta sexta-feira, a aeronave caiu logo após a decolagem, nas proximidades do Aeroporto Santa Maria. O avião caiu em uma área de mata, de difícil acesso.
Quem era a pesquisadora alemã?

A jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff era a passageira que morreu no acidente aéreo. Henrique Martin pilotava a aeronave e também morreu no local.
Lydia era jornalista da Alemanha, zoóloga e guia da natureza. Na quinta-feira (2), ela publicou em sua rede social um vídeo da janela de um avião, enquanto saía do Rio de Janeiro. “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu.
A pesquisadora tinha um podcast sobre o mundo selvagem dos animais e publicou em sua rede social alguns registros do Pantanal. Inclusive, ela esteve no Pantanal em 2024.
Em 2018, Lydia publicou que fazia um estudo de papa-formiga/câmera no Pantanal. “Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar, quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã.
O piloto da aeronave, identificado como Henrique Martin, declarava o amor pelo mundo da aviação e compartilhava nas redes sociais diversos registros de seus voos.
Queda de avião

Desde o início da manhã desta sexta-feira (3), equipes do Corpo de Bombeiros faziam buscas pelo avião na região do Aero Rural. Os militares encontraram o avião horas depois, em uma área de mata.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a aeronave teria explodido logo após a queda. Um trabalhador que teria saído do Aeroporto Santa Maria foi quem encontrou os destroços do avião na área de mata.
O proprietário do aeródromo, Eder Correa, contou que ouviu o barulho por volta das 6h30 e percebeu que o chão tremeu. A aeronave seria de uma empresa que faz táxi-aéreo e estava apta a fazer voo por instrumento, de acordo com Eder.
Uma câmera de segurança de um condomínio na BR-262, na zona industrial, captou o som da queda da aeronave. A queda do Cessna Piper Sêneca, nesta sexta-feira (3), em Campo Grande, é a primeira registrada em 2026 em Mato Grosso do Sul.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









