Alfândega da Receita Federal aguarda o resultado dos exames feitos após coletas nas cargas de madeira apreendidas com cocaína durante a Operação Timber Shield, realizada com auxílio de autoridades dos Estados Unidos, em Corumbá, na região oeste do Estado, a 429 quilômetros de Campo Grande.
Nesta quarta-feira (8), 17 dias após a apreensão, a Alfândega da Receita Federal confirmou que espera pelo resultado, que irá informar a quantidade de droga apreendida na operação.
Os exames nas cargas são realizados por uma equipe de especialistas de Brasília. Uma amostra também foi enviada para Campo Grande, mas a análise foi inconclusiva.
As cargas, que totalizam 230 toneladas de madeira, estavam divididas em oito caminhões, quatro deles apreendidos em Corumbá. A droga foi encontrada em forma líquida, dentro das toras, de onde foram retiradas as ceivas da madeira.
“A cocaína é impregnada na madeira, utilizando ocultação química por meio de solventes específicos. Trata-se de um método recente de ocultação, com aumento significativo no uso da técnica de impregnação”, explicou a delegada da Alfândega da Receita Federal em Corumbá (MS), Tatiane Suhogusoff.
Os veículos tinham como destinos, declarados em Mato Grosso do Sul, as cidades de Campo Grande e Anastácio. Os caminhões carregados com madeira e cocaína também iriam para Curitiba, no Paraná. No entanto, há indícios de que esses locais não seriam o destino final da droga.
Apreensões de cocaína em toras de madeira
De acordo com a Receita Federal, no início de junho, uma carga com o mesmo estilo de transporte de droga foi identificada no Chile. Na ocasião, 100 toneladas de cocaína, que saíram da Bolívia, foram interceptadas no país.
Um esquema parecido foi identificado na fronteira do Brasil e começou a ser monitorado ainda no último dia 19, após fiscalização. Os criminosos utilizaram a mesma técnica, misturando a cocaína na madeira, para despistar as autoridades policiais.
As apreensões contaram com cooperação internacional, com a atuação entre as aduanas, os Estados Unidos da América e a Felcn (Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico), da Bolívia.
Já no Brasil, as autoridades que auxiliaram foram:
- Receita Federal do Brasil, que atuou na inteligência, fiscalização aduaneira e coordenação;
- Exército Brasileiro, que trabalhou na segurança das cargas;
- Gefron (MT), com apoio operacional em fronteira;
- Polícias Técnico-Científicas (MT e MS), com a realização de perícias e análises prévias;
- Polícia Federal, com a Perícia Técnica, no tráfico internacional de drogas e na condução da investigação criminal e da custódia.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









