O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) se manifestou favorável ao pedido de quebra de sigilo telefônico do celular de um familiar de Everton da Silva Viana, vulgo ‘BT/Tom’, de 32 anos. O aparelho foi apreendido durante a prisão dos suspeitos envolvidos na morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, em Corumbá, a 429 km de Campo Grande.
No dia 30 de junho, o PM (policial militar) morreu após ser atingido por um tiro de fuzil durante uma tentativa de abordagem de um Fiat Argo, de cor prata. Isso porque, no carro, estavam Everton, Rubens Zilio Neto, vulgo ‘Apolo’, e mais um comparsa, ainda não identificado, que momentos antes teriam efetuado disparos contra uma casa em Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como “Coelho”.
Momentos após a morte, Everton, sua companheira e Rubens foram localizados e presos. Na ocasião, além de diversas armas terem sido apreendidas, foram recolhidos alguns celulares. Inicialmente, a polícia solicitou a quebra de sigilo telefônico — apenas a da companheira de Everton foi deferida, ou seja, aceita.
Agora, nesta semana, a polícia voltou a solicitar a quebra de sigilo telefônico, desta vez, do celular apreendido durante a ação com um familiar de Everton. Assim, na terça-feira (7), a promotora do MPMS se manifestou favorável à representação policial pela quebra de sigilo.
Prisões e mortes
Everton da Silva Viana morreu no dia 30 após tentar agredir um policial durante a abordagem. Segundo o comandante do 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar) de Corumbá, tenente-coronel Samuel, tudo leva a crer que quem realizou o disparo de fuzil foi ele, que estaria no banco de trás.
A mulher presa seria companheira de Everton e foi apontada como responsável por manter o armamento usado na ação. Rubens, vulgo “Apolo”, foi preso na mesma ação e morto durante um ataque na sua transferência para Campo Grande.
Já o terceiro envolvido, que supostamente estaria no mesmo veículo utilizado por “Apolo” e Everton, continua foragido. Na última semana, em uma coletiva de imprensa, o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, mencionou que há suspeita de que ele esteja na Bolívia.
Rio de Janeiro em Corumbá
Leitores que conversaram com o Jornal Midiamax compararam o cenário de guerra com o que se vê no Rio de Janeiro. Desde 30 de junho deste ano, a segurança foi totalmente reforçada na fronteira com a Bolívia. Mesmo assim, moradores temem novos confrontos com agentes de segurança pública e vivem um clima de terror na cidade, localizada a 429 quilômetros de Campo Grande.
“‘Bagulho’ tá louco aqui no posto, hein?! Os policiais do Bope estavam transportando os presos e os bandidos fecharam os policiais no posto. Começaram a trocar tiros de fuzil. Os caras correram todos para o mato com fuzil. Do nada, começaram a encostar vários policiais ali, Choque, PRF, PM, os caras trocando tiros de fuzil no posto”, falou um morador da região.
Os fuzis em posse dos criminosos que teriam atirado no preso transportado na viatura do Bope chamaram atenção de quem passava pelo local.
“Pessoal do Bope estava transportando um preso. Levou tiro no pneu aqui na frente do posto. Entraram aqui para dentro, estão com fuzil. [Há] duas viaturas do Bope, chegou uma da PRF. Estão armados com fuzil até o talo”, comentou outro morador.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









