Nesta sexta-feira (6), veteranos do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) divulgaram uma nota de repúdio aos acontecimentos, que, na visão deles, vêm desfigurando e comprometendo os valores históricos da unidade.
A publicação veio em meio às operações policiais que investigam ex-integrantes da Especializada, repudia o que eles classificam como ‘uso político’ da delegacia e cobram posicionamento do Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, e do Governo do Estado.
Criado em 1990, o Garras completará 36 anos em 2026, desde a data de publicação da portaria que deu origem ao grupo de investigações especiais da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. No entanto, nos últimos meses, o nome da instituição passou a ser citado em investigações policiais, após ex-chefes da unidade serem alvos.

Assim, na nota sem assinatura, no entanto, encabeçada como “Nota de repúdio dos veteranos”, ou seja, por policiais antigos da unidade, eles repudiam os acontecimentos que desfiguram a identidade e as escolhas administrativas também.
“O Garras foi construído com sacrifício, coragem, profissionalismo e compromisso incondicional com a sociedade. Não é propriedade de gestores, tampouco instrumento de conveniências políticas ou interesses particulares”, frisa a nota.
Nos últimos meses, nomes de ex-chefes da unidade foram alvos de operações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da PF (Polícia Federal), nas Operações Infiltrados, Infiltrados II e Ifrit. O delegado Hoffman D’Ávila Candido e Sousa está preso desde setembro e, na quinta-feira (5), Guilherme Scucuglia Cezar foi alvo de busca e apreensão.
Confira a nota na íntegra:
“NOTA DE REPÚDIO DOS VETERANOS DO GARRAS
Campo Grande – MS, 06 de novembro de 2026.
Nós, veteranos do GARRAS, repudiamos veementemente os acontecimentos que vêm desfigurando a identidade e comprometendo os valores históricos desta Unidade.
O GARRAS foi construído com sacrifício, coragem, profissionalismo e compromisso incondicional com a sociedade. Não é propriedade de gestores, tampouco instrumento de conveniências políticas ou interesses particulares.
Repudiamos o aparelhamento indevido da Unidade e qualquer interferência que subordine sua finalidade operacional a interesses alheios à atividade policial.
O Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública e o Governador do Estado não podem se eximir da responsabilidade política pelo atual estado de coisas. Cabe-lhes responder pelas escolhas administrativas, pelas interferências promovidas e pela omissão diante de situações que comprometem a instituição.
Não se trata de saudosismo ou resistência a mudanças, mas da defesa intransigente de uma história construída por gerações de profissionais que honraram o uniforme e o nome do GARRAS.
Pessoas passam, cargos passam, mas o legado institucional permanece.
O GARRAS TEM HISTÓRIA, TEM IDENTIDADE E NÃO PODE SER SUBMETIDO A INTERESSES POLÍTICOS OU PESSOAIS!
HONRA E LEALDADE!”
💬 Receba notícias antes de todo mundo
Seja o primeiro a saber de tudo o que acontece nas cidades de Mato Grosso do Sul. São notícias em tempo real com informações detalhadas dos casos policiais, tempo em MS, trânsito, vagas de emprego e concursos, direitos do consumidor. Além disso, você fica por dentro das últimas novidades sobre política, transparência e escândalos.
📢 Participe da nossa comunidade no WhatsApp e acompanhe a cobertura jornalística mais completa e mais rápida de Mato Grosso do Sul.
(Revisão: Dáfini Lisboa)






