A 1ª audiência de instrução do processo contra o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, acusado do feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51, está marcada para a tarde de 15 de outubro, em Campo Grande. A informação foi apurada pela equipe do Midiamax.
A audiência ocorre no âmbito do processo que tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. Conforme informado pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), a denúncia contra o médico foi recebida pela Justiça em 25 de agosto e o processo segue em andamento.
Na audiência, devem ser ouvidas testemunhas do caso. A etapa faz parte da instrução processual e antecede uma eventual decisão sobre o encaminhamento do acusado para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Prisão mantida
A confirmação da audiência ocorreu no momento em que o juiz prestou informações ao STJ em um habeas corpus apresentado pela defesa de João Jazbik. No documento, o magistrado defendeu a manutenção da prisão preventiva do médico, apontando fundamentos relacionados à aplicação da lei penal, à ordem pública e à instrução criminal.
João foi preso pela terceira vez em 3 de setembro, após o desembargador Emerson Cafure revogar a liminar que havia concedido liberdade provisória.
Apesar de ter 78 anos, o médico permanece em prisão especial, em unidade prisional militar, conforme informado pelo juiz ao STJ.
Relembre o caso
Fabíola foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de maio, dentro da residência onde morava com João, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
Na ocasião, o médico acionou a polícia e relatou que a esposa teria cometido suicídio. Segundo o depoimento apresentado naquele momento, Fabíola teria realizado atividades normalmente durante a manhã e depois ido para o quarto do casal.
João contou aos policiais que estranhou a demora da esposa e subiu para verificar o que havia acontecido. Ao chegar ao quarto, afirmou que encontrou a porta fechada e bateu, mas não recebeu resposta.
A investigação avançou e o médico acabou denunciado pelo Ministério Público por feminicídio, além de crimes relacionados à posse irregular e ilegal de armas de fogo. Ele nega ter cometido o crime.
Com a audiência marcada para 15 de outubro, o processo entra em uma nova etapa, com a produção de provas e o depoimento das testemunhas antes da definição dos próximos passos pela Justiça.
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