O bebê de três meses, oferecido pela mãe em uma conveniência e abandonado no bairro Tiradentes, em Campo Grande, neste fim de semana, foi levado para um abrigo. A mãe, de 25 anos, e o pai, de 23, foram presos por abandono de incapaz e ganharam a liberdade em audiência de custódia nesta segunda-feira (28).
Desaparecido desde a noite de sábado (26), o bebê foi encontrado com uma desconhecida na manhã seguinte. A mãe teria afirmado que, caso ninguém ficasse com o filho, ela o jogaria fora. Ela já teria perdido o poder familiar em relação a dois de seus filhos.
Ao Jornal Midiamax, o subcomandante do 9º BPM (Batalhão da Polícia Militar), capitão Rogério Aquino, explicou que os pais não tinham condições de ficar com o bebê. Por isso, o Conselho Tutelar do Prosa foi acionado, e o bebê foi levado para um abrigo.
“A criança hoje está no abrigo. Nesse caso, o Conselho Tutelar fará um relatório, encaminhará à Promotoria da Infância e da Juventude, que levará ao conhecimento do juiz, até porque essa mãe de 25 anos já perdeu a guarda de outras duas crianças”, afirmou o subcomandante.
De acordo com o capitão Rogério, a mãe do bebê teria colocado o filho no carro de uma desconhecida, momento em que duas mulheres que estavam na conveniência intervieram.
“Duas mulheres que estavam na conveniência, como conhecem o histórico dela de usuária de entorpecentes, intervieram e pegaram a criança. Ela [a mãe] queria jogar e abandonar, então elas cautelaram a criança, levando-a para a residência, onde fizeram os cuidados, deram banho, trocaram de roupa e deram alimentação. Pela manhã, por volta das 7h, elas ligaram para o 190 e informaram que estavam sob a guarda da criança. Então, uma das viaturas do 9º Batalhão, a da Rádio Patrulha, foi até o local e levou as testemunhas até a delegacia, bem como a criança”, detalhou o subcomandante do 9º BPM.
Ficha criminal
A reportagem apurou que a mãe do bebê já possui passagens por vias de fato, ameaça, injúria, lesão corporal dolosa e abandono de incapaz. Com 14 anos, a mulher foi apreendida por latrocínio e ficou 45 dias na Unei (Unidade Educacional de Internação). Enquanto menor, ela tem passagens por lesão corporal dolosa e corrupção de menores.
A mulher também foi vítima de violência doméstica por oito vezes, sendo a maioria praticada pelo pai do bebê. Na ficha dela, constam cinco ameaças sofridas.
Já o pai do bebê tem passagens por ameaça, injúria e violência doméstica. Enquanto menor de idade, o homem acumula delitos de tentativa de roubo, estupro de vulnerável, incêndio, dirigir veículo sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), lesão corporal dolosa, violência doméstica, ameaça e injúria. Ele também foi vítima de abandono intelectual — deixar a escola primária.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






