A bebê Ayla Emanuelly, que havia sido sequestrada e resgatada neste domingo (9), já está em uma unidade de acolhimento de Ponta Porã, cidade a 313 quilômetros de Campo Grande. A recém-nascida está bem de saúde e já se alimentou.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a menina foi atendida inicialmente em uma unidade de saúde de Pedro Juan Caballero, na fronteira de Mato Grosso do Sul.
A equipe plantonista atendeu a menina. Agora, o Conselho Tutelar aguarda os trâmites padrões da Justiça para liberar a criança à família.
“Como ela veio do país vizinho, há um protocolo nas questões de repatriação. Mas ela está bem, com a saúde impecável. Ela está mamando bem também, já mamou fórmula”, descreve.
Família segue acompanhando
Em Campo Grande, a mãe e outros familiares da recém-nascida compareceram à sede da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) em busca de mais informações.
A adolescente de 17 anos, uma das vítimas do suposto sequestro ocorrido no início da tarde de quinta-feira (6), detalhou à imprensa os momentos vividos no cativeiro, onde foi mantida refém junto da irmã, de 12 anos, e da recém-nascida Ayla Emanuelly por mais de 13 horas. A bebê foi encontrada no Paraguai na madrugada deste domingo (9).
Casal preso por sequestro
A bebê sequestrada em Campo Grande foi encontrada neste domingo (9), na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa foram presos pela polícia paraguaia no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero.
A Polícia Nacional do Paraguai emitiu um comunicado, e o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) confirmou a localização da bebê.
A Diretoria de Polícia de Prevenção e Segurança do Departamento de Amambay informou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido à 1h15 (horário local).
As primeiras informações são de que a recém-nascida está bem. Ela foi encaminhada ao Pronto-Socorro do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde permanece em observação médica e passa pelos procedimentos necessários.
Ainda de acordo com o comunicado, a ação foi realizada após a análise de informações compartilhadas pela polícia brasileira, no âmbito do Acordo de Cooperação Policial Internacional.
O casal detido foi colocado à disposição do Ministério Público do Paraguai. Enquanto isso, estão em andamento os procedimentos para uma eventual extradição às autoridades brasileiras por meio de processo de deportação.
Família segue preocupada
Ao Jornal Midiamax, a família da criança relatou que ainda não havia sido avisada sobre o resgate. “Estamos mais calmos, mas esperando boas notícias. Estamos orando muito e bem tristes. As meninas [mãe e tia] estão quietas, nos cantos da casa, bem para baixo, tristes”, relatou um familiar.
A família também afirmou que não conhecia a mulher apontada como sequestradora, que teria sido identificada com as mesmas características repassadas anteriormente à polícia.
“Nunca falou com nenhuma delas, além da mãe da bebê. Ela [suspeita] chegou a ir à casa deles, mas ficou do lado de fora do muro, então, nunca viram quem seria a mulher”, pontua.
Relembre o caso
No sábado (8), um homem suspeito de envolvimento no sequestro da recém-nascida foi preso em uma ação conjunta da Polícia Civil. O suspeito teria emprestado uma casa no bairro Universitário para que a bebê fosse escondida, mas alegou não saber o motivo. O homem foi preso em flagrante e levado para a DEPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).
A polícia suspeita que o homem possa ser marido da mulher que teria ficado com a bebê após o sequestro.
Entretanto, a família do suspeito detido alegou que ele é inocente e que apenas emprestou a casa a um conhecido. O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) participou da operação em apoio à DEPCA.
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