A perda de controle em voo pode ter ocasionado a queda da aeronave bimotor EMB-810D, que matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Maria, na última sexta-feira (3), na região do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande. A informação consta no reporte preliminar do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Consta no histórico da ocorrência que, inicialmente, a queda está sendo tratada como perda de controle em voo após o bimotor decolar do Aeródromo Estância Santa Maria, com destino final em Aquidauana, no Aeródromo Fazenda Barranco Alto. Durante a subida inicial, a aeronave teria perdido o controle de voo e se chocado contra o solo.
É frisado pelo Cenipa que as investigações do acidente ainda estão em andamento. No entanto, é pontuado que elas terão menor prazo de conclusão, o que dependerá da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes.
“Seu teor ainda pode ser alterado e não vincula obrigatoriamente as conclusões que serão publicadas no Relatório Final das investigações”, diz o aviso.

Restos mortais
Novos fragmentos de restos mortais foram encontrados na segunda-feira (6), durante a liberação dos destroços da aeronave bimotor EMB-810D. Segundo apurado pela reportagem, os fragmentos foram encontrados após a conclusão dos procedimentos periciais iniciais e também da liberação dos destroços.
Ao Jornal Midiamax, o delegado Alexandro Mendes de Araújo, em substituição legal na Decco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), relatou que os fragmentos encontrados agora passarão por análise de identificação.
“A identificação de qual vítima pertencem os fragmentos dependerá de análise técnico-científica, a ser realizada pelo Instituto de Criminalística, podendo incluir exame genético”, detalhou.
O delegado reforçou que, em acidentes do tipo, pode se tornar comum o encontro de restos mortais em momentos posteriores. “Em acidentes com elevado impacto, é possível que novos vestígios sejam encontrados durante a retirada da aeronave, em razão da dinâmica do sinistro”, afirmou.
As investigações continuam; no entanto, não foram estabelecidos prazos para a conclusão, uma vez que isso depende do resultado das perícias e de outras diligências técnicas. Assim, ainda não foi possível apurar o que pode ter provocado o acidente aéreo que resultou na morte do piloto e da pesquisadora.
“A apuração de um sinistro aéreo requer análise técnica, imparcial e objetiva de todos os fatores que atuam e podem influenciar a aeronavegabilidade. Não é possível fixar um prazo neste momento porque os esclarecimentos que buscamos dependem de perícias e outras diligências técnicas realizadas tanto pela equipe de investigação quanto pelo Instituto de Criminalística”, esclareceu.


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(Revisão: Nichole Munaro)








