Um clã familiar composto por três irmãos, filhos e parentes é o principal alvo da Operação Ifrit, deflagrada nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal e pela Receita Federal.
A organização criminosa transnacional usava Mato Grosso do Sul como rota central para o tráfico de armas e o envio de drogas para a Europa, com movimentação superior a R$ 500 milhões em apenas dois anos.
Ao todo, 450 policiais federais, 22 auditores-fiscais e 7 analistas tributários cumprem 76 mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Campo Grande. As ordens judiciais são executadas simultaneamente em sete estados: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina.
Grupo cooptava policiais
As investigações apontam que a estrutura de comando era estritamente familiar. Além dos três irmãos apontados como líderes, filhos e outros parentes integravam o primeiro escalão do grupo, dividindo tarefas financeiras e operacionais com operadores nacionais e estrangeiros.
Para garantir a impunidade e a livre circulação de cargas de drogas, o grupo cooptava policiais civis, militares e até um PRF (policial rodoviário federal).
As investigações revelaram que os policiais vazavam informações estratégicas e prestavam apoio logístico às operações do crime organizado. Três policiais civis de Mato Grosso do Sul já foram afastados das funções por ordem da Justiça.

Drogas e armas passavam por MS e seguiam para a Europa
O mapeamento feito pelas inteligências da PF e da Receita Federal detalha que a organização adquiria drogas e armamentos de grosso calibre na Bolívia, no Paraguai e no Peru.
As cargas cruzavam a faixa de fronteira sul-mato-grossense, onde eram armazenadas e posteriormente redistribuídas para grandes mercados consumidores, como São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
No entanto, outra parte dos entorpecentes seguia para destinos na Europa, como Portugal e Espanha.
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(Revisão: Nichole Munaro)








